China Steel planeja elevar produção em mais de 10% em 2011

Maior siderúrgica de Taiwan em receita quer produzir pelo menos 13 milhões de toneladas de produtos siderúrgicos

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

19 de janeiro de 2011 | 09h28

A China Steel Corp., maior siderúrgica de Taiwan em receita, planeja ampliar sua produção em mais de 10% neste ano, em meio às expectativas de que os preços mundiais dos metais deverão continuar a subir pelo menos durante o primeiro semestre, afirmou o chairman da companhia Tsou Jo-chi.

Segundo o executivo, a companhia planeja produzir pelo menos 13 milhões de toneladas de produtos siderúrgicos neste ano, em comparação com a produção de 11 milhões toneladas a 12 milhões de toneladas em 2010. Ele projeta que a produção anual da companhia subirá para cerca de 20 milhões de toneladas até 2015.

Ele disse que a China Steel planeja abrir seu primeiro escritório na Índia neste ano para captar melhor a robusta demanda do país, onde o consumo doméstico de metais provavelmente crescerá até 10% neste ano.

O fortalecimento do novo dólar de Taiwan está tornando os produtos siderúrgicos do país menos competitivos no mercado exportador, o que impede a China Steel de elevar os preços dos produtos de forma agressiva para refletir o aumento dos custos de matérias-primas. Jo-chi disse, porém, que a empresa está movendo-se para produzir mais produtos de aço de alta qualidade, o que ajudará a atenuar a pressão que a moeda forte tem sobre as margens de lucro da companhia.

As siderúrgicas asiáticas preveem uma tendência de alta neste ano, com a forte demanda por novos carros e casas e outras infraestruturas na região - especialmente na China e na Índia -, estimulando os seus lucros, depois de um 2010 fraco em que o setor foi pressionado pelo excesso da oferta global.

A China Steel juntou-se aos seus pares no aumento dos preços dos produtos para março no mercado doméstico numa média de 2,9%, a primeira alta promovida pela companhia desde agosto do ano passado. Os preços de alguns produtos, incluindo as barras de aço, continuarão resistindo aos aumentos, contudo, devido aos preços competitivos dos produtos japoneses e sul-coreanos. As informações são da Dow Jones.

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