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Cias. abertas do País perdem US$ 378 bi em valor

Do final de 2010 até ontem, as empresas de capital aberto brasileiras perderam US$ 378,1 bilhões em valor de mercado. O cálculo é da Economática consultoria, que analisou 301 empresas com ações negociadas na bolsa de valores. No final de 2010, as companhias avaliadas tinham valor de mercado de US$ 1,43 trilhão. Já em 22 de setembro, o valor registrado foi de US$ 1,057 trilhão, uma queda de 26%. Segundo a Economática, a diferença equivale à soma dos valores de mercado da Petrobras, Vale, Ambev e do Banco do Brasil no dia 20 de setembro de 2011.

AE, Agencia Estado

23 de setembro de 2011 | 13h38

Ampliando a análise para companhias abertas da América Latina e dos Estados Unidos, as perdas são lideradas pelas empresas norte-americanas, com US$ 1,5 trilhão, valor que representa uma queda de 10,9% sobre o valor registrado em 31 de dezembro de 2010.

Dentro da América Latina o Brasil lidera o ranking das perdas de valor de mercado na região, seguido pelo México, com retração de US$ 100,8 bilhões em um universo de 91 empresas. O valor passou de US$ 474,0 bilhões em dezembro de 2010 para US$ 373,1 bilhões, ontem. A terceira maior queda nominal de valor de mercado na América Latina é do Chile, cujas 138 empresas perderam juntas US$ 73,7 bilhões, para US$ 240,4 bilhões, também ontem. Já a Argentina ficou em quarto, com uma perda acumulada em 2011, até 22 de setembro, de US$ 28,5 bilhões.

Por empresa, a Petrobras foi a que apresentou a maior queda nominal de valor de mercado no ano, até ontem, em toda a região da América Latina e nos Estados Unidos, com US$ 87,0 bilhões - diferença entre US$ 228,2 bilhões em 31 de dezembro de 2010 e US$ 141,2 bilhões, ontem. A segunda companhia brasileira com maior queda nominal foi a Vale, com US$ 45,8 bilhões, sexta posição do ranking, atrás de HP (5º), JP Morgan (4º), Citigroup (3º) e Bank of America (2º). Em décimo lugar está outra companhia brasileira, o Itaú Unibanco, com valor de mercado de US$ 33,5 bilhões.

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