Cielo diz que taxa cobrada de lojistas deve cair

As taxas cobradas pela Cielo dos lojistas para fazer transações com cartões de crédito e débito devem cair. A expectativa é de redução de 5 a 7 pontos bases nos próximos 12 meses, segundo o presidente da companhia, Rômulo de Mello Dias, que participou de teleconferência com a imprensa, nesta quinta-feira, para comentar os resultados da empresa no primeiro trimestre.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, Agencia Estado

26 de abril de 2012 | 15h06

No primeiro trimestre, a Cielo aumentou sua participação no mercado para o nível recorde de 60,2%, mas Mello avaliou que esse patamar não é sustentável. A razão é a entrada de novos concorrentes e a forte competição no mercado de credenciamento. "Para manter esse tipo de participação, o volume financeiro precisa crescer em taxas bastante altas", afirmou ele.

A Cielo, destacou Mello, esperava perda da participação no mercado após a abertura do segmento para novos competidores, em junho de 2010. A razão é que a empresa tinha contrato de exclusividade com a Visa, maior bandeira do mundo. Como outras empresas poderiam trabalhar com a marca, a Cielo imaginou que parte das suas transações migraria para seus concorrentes.

Sobre os novos competidores, Mello destacou que o Santander tem incomodado. "Notamos uma maior penetração deles (no mercado de credenciamento)." Mesmo nesse cenário mais competitivo, a Cielo tem conseguido atrair cerca de 50 mil novos por mês, segundo Mello.

Para se diferenciar, a Cielo aposta em produtos e serviços com maior valor agregado para os lojistas, de acordo com o executivo. Este ano, a empresa vai investir R$ 300 milhões, a maior parte em terminais móveis para captura de transações com cartões. No ano passado, foram investidos R$ 400 milhões, sobretudo para desenvolver novas tecnologias e produtos.

Tudo o que sabemos sobre:
Cielotaxasredução

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.