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Cielo investirá até R$ 328 mi em equipamentos POS

A Cielo deve investir este ano entre R$ 308 milhões e R$ 328 milhões em compras de equipamentos que fazem a leitura e captura de transações com cartões de crédito e débito nas lojas, chamados pelo mercado de POS. "Somos o primeiro ou segundo maior comprador do mundo desses equipamentos", afirmou o presidente da Cielo, Rômulo de Mello Dias, que participou hoje de teleconferência com a imprensa para comentar os resultados da empresa no segundo trimestre. A Cielo credencia estabelecimentos comercias para aceitarem cartões de débito e crédito.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, Agencia Estado

28 de julho de 2011 | 10h24

O executivo não divulga o número de equipamentos que será comprado. Boa parte deles será de terminais móveis, como aqueles que os garçons levam à mesa do cliente em restaurantes (conhecidos no mercado de cartões como GPRS). Segundo Mello, para o lojista, a vantagem desse aparelho móvel, que usa tecnologia de celular, é que a Cielo fechou acordo com as operadoras e banca o custo das ligações. No terminal fixo, instalado nos caixas dos bares e lojas, o proprietário paga o custo de telefonia.

No primeiro semestre, a Cielo gastou R$ 98 milhões na compra de aparelhos POS. No segundo, prevê gastar entre R$ 210 milhões e R$ 230 milhões - o equivalente ao que foi feito em todo ano passado (cerca de R$ 215 milhões).

A Cielo fechou o segundo trimestre com 1,3 milhão de terminais instalados em estabelecimentos comerciais. Ao todo, a empresa tem cadastrados 1,8 milhão de lojistas.

O investimento em compra de mais aparelhos ocorre por conta da expectativa de crescimento do mercado de cartões de crédito, que tem ficado acima dos 20% há vários anos. A Cielo projeta que por suas máquinas passem um volume de mais de R$ 170 bilhões em transações de pagamento com plásticos este ano, com um crescimento de até 21,5%.

Abertura do mercado

A abertura do mercado de credenciamento completa um ano este mês. Desde de julho do ano passado, os terminais da Cielo podem ler os cartões de várias bandeiras e os da Redecard, sua principal concorrente, também. Por isso, os lojistas podem optar em ficar com apenas um terminal. Segundo Mello, 80% dos clientes optaram por trabalhar com uma ou outra credenciadora e os 20% restantes operam com as duas.

Desde a abertura do mercado, a taxa cobrada pela Cielo dos lojistas com cartões de crédito já recuou 19%, para 1,17% por transação. Para Mello, a tendência agora é que essas taxas caiam menos nos próximos meses. A empresa projeta que elas terminem 2011 entre 1,12% e 1,16%.

Com a maior competição no mercado, o valor do aluguel médio de cada POS cobrado dos lojistas também caiu. O preço mensal, que estava em R$ 73,90 há 12 meses, terminou junho deste ano em R$ 65,40. Mello, porém, não dá previsões sobre o desempenho desse valor nos próximos meses. "Não temos a mesma visibilidade para esse indicador", disse ele.

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