Cimpor considera 6,5 euros por ação como preço justo

A Cimpor considerou o preço de 5,5 euros oferecido pela InterCement, subsidiária da Camargo Corrêa, na Oferta Pública de Aquisição (OPA) "baixo" e recomendou a seus acionistas que não vendam suas ações. Para a cimenteira portuguesa, um preço justo seria o de 6,5 euros por ação. As informações constam do relatório do conselho de administração da Cimpor sobre "a oportunidade e as condições da oferta da InterCement", enviado à imprensa portuguesa.

GABRIELA FORLIN, Agencia Estado

16 de abril de 2012 | 12h14

De acordo com o comunicado, a Cimpor "é da firme opinião que o baixo preço oferecido pelas ações subavalia significativamente a empresa e que os documentos da oferta não informam devidamente quanto a aspectos críticos do futuro da Cimpor e aos compromissos para com seus stakeholders".

A administração afirma ainda que "não está em posição de emitir uma recomendação de venda nem de manutenção do investimento na sociedade". Para a cimenteira, o preço de 5,5 euros por ação traduz um valor mais baixo do que transações comparáveis, "não reconhece o valor da Cimpor" e "subavalia o desempenho histórico consistente da empresa".

No relatório, a cimenteira avisa que dois de seus acionistas - Caixa Geral de Depósitos e Fundo de Pensões do BCP -, com um total de 19,6% dos direitos de voto, já anunciaram decisões de venda das suas ações. Com isso, alertam para o fato de que, caso a CGD e o BCP aceitem a oferta da Camargo, a empresa brasileira passará a deter, no mínimo, 52,5% dos direitos de voto na Cimpor, participação que lhe permitirá controlar a sociedade.

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