Cinco bancos nos EUA enfrentam US$ 17 bi em processos sobre hipotecas

Bank of America, JPMorgan Chase, Citigroup, Wells Fargo e Ally Financial se encontraram ontem com autoridades estatais e federais

Danielle Chaves, da Agência Estado,

25 de maio de 2011 | 08h46

Procuradores públicos estatais dos EUA informaram aos cinco maiores bancos do país que eles enfrentam um potencial passivo de ao menos US$ 17 bilhões em processos civis se um acordo não for alcançado para solucionar práticas impróprias de execução de hipotecas. A informação foi divulgada por pessoas próximas ao assunto, segundo o Wall Street Journal.

Representantes dos maiores bancos dos EUA se encontraram ontem em reuniões individuais com autoridades estatais e federais designadas para informar os custos potenciais que as instituições enfrentarão se um acordo não for fechado. De acordo com relatos da imprensa, participaram das reuniões Bank of America, JPMorgan Chase, Citigroup, Wells Fargo e Ally Financial.

O valor não cobre bilhões de dólares adicionais em queixas potenciais de agências federais, como o Departamento de Desenvolvimento Imobiliário e Urbano e o Departamento de Justiça. Autoridades estatais e federais não propuseram um valor de acordo abrangente específico, mas as discussões realizadas ontem representaram o primeiro esforço para formalmente quantificar um potencial passivo.

Nos últimos dois meses, bancos e autoridades fizeram pouco progresso para solucionar acusações de abusos relacionadas a serviços de hipotecas e os números sugeridos ontem indicam que os dois lados ainda estão longe de um consenso sobre a penalidade.

Os bancos propuseram um acordo de US$ 5 bilhões que seria usado para compensar qualquer tomador de empréstimo que tivesse anteriormente sido enganado no processo de execução de hipoteca e fornecer assistência de transição para aqueles que tenham sido despejados de casa. Algumas autoridades, no entanto, pressionaram por um valor total de mais de US$ 20 bilhões.

O Departamento de Justiça, por meio de um programa que supervisiona casos de concordata, pediu entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão adicionais em penalidades, de acordo com fontes.

Procuradores de todos os 50 estados norte-americanos e do Distrito de Columbia anunciaram investigações sobre as acusações de abuso no fim do ano passado. Os bancos argumentam que os problemas são em grande parte técnicos e que poucos ou nenhum tomador de empréstimo enfrentou execuções de hipotecas injustas. As informações são da Dow Jones. 

Tudo o que sabemos sobre:
EUAbancos

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.