Cinco distribuidoras da Rede Energia têm créditos a receber do grupo

As cinco distribuidoras do Grupo Rede Energia sob administração do interventor Sinval Zaidan Gama têm créditos a receber de outras empresas do grupo e qualidade de serviço acima da média nacional.

ANNA FLÁVIA ROCHAS, Reuters

18 de setembro de 2012 | 16h55

"As empresas têm uma saúde técnica e de qualidade de serviço excepcional, mas têm uma deterioração da situação econômico- financeira", disse o interventor à Reuters, por telefone, nesta terça-feira.

As cinco empresas sob intervenção e responsabilidade de Sinval Gama são Companhia Força e Luz do Oeste (PR), Caiuá (SP), Bragantina (SP/MG), Vale Paranapanema (SP) e Nacional (SP).

"Foram feitos empréstimos com as demais empresas do grupo que tinham dificuldades", disse ele, sobre os créditos a receber de outras empresas do Grupo Rede.

"São empréstimos que o atual acionista fez para que as demais empresas muito endividadas pudessem honrar compromissos. São empréstimos mútuos", explicou.

O interventor disse que ainda está finalizando as contas, mas que o valor que as cinco distribuidoras que atuam nas regiões Sudeste e Sul têm a receber é "grande".

Pelos cálculos dele, as cinco distribuidoras sob sua tutela teriam 400 milhões de reais a pagar se considerado o endividamento com bancos e os encargos setoriais subtraídos dos valores a receber de outras empresas do Grupo Rede.

Além das cinco distribuidoras sob responsabilidade de Sinval Gama, outras três do Grupo Rede estão sob regime de intervenção --Celtins (TO), Cemat (MT) e Enersul (MS).

A única distribuidora do Grupo Rede sem intervenção é a paraense Celpa, por estar em recuperação judicial.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decretou a intervenção em oito distribuidoras do endividado Grupo Rede em 31 de agosto, na maior ação direta do governo sobre um setor regulado.

O Grupo Rede tem dívida total estimada em cerca de 5,7 bilhões de reais.

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