Cinco milhões precisam de emprego na Itália

Há 2,1 milhões de pessoas formalmente desempregadas e 2,9 milhões dispostas a trabalhar mas sem procurar emprego, pois estão desanimadas

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

19 de abril de 2012 | 08h32

Cerca de cinco milhões de italianos precisam de um emprego, número quase duas vezes e meia superior aos números oficiais de desemprego sugerem, afirmou o Instituto Nacional de Estatísticas (Istat). Com base em novas metodologias da União Europeia, a Istat disse que há 2,1 milhões de pessoas formalmente desempregadas e 2,9 milhões de pessoas "dispostas a trabalhar", mas que não estão procurando emprego.

Cerca de 43% do segundo grupo são definidos como "desanimados" porque eles estão convencidos de que não vão encontrar emprego, segundo a Istat. A relação entre este grupo e aqueles que estão na força de trabalho - incluindo os formalmente desempregados - foi de 11,6% em 2011, mais de três vezes superior à média da UE, disse Istat. A média da UE é 3,6%, com uma taxa de 1,4% na Alemanha e de 1,1% na França.

Os trabalhadores de meio período que gostariam de trabalhar mais são somente 1,8% da força de trabalho da Itália, metade da taxa da UE. No entanto, três quartos desses trabalhadores gostariam de trabalhar mais de 34 horas por semana, em comparação com a média de 17 horas por semana que trabalham atualmente, afirmou a Istat.

O novo relatório revela que a taxa de desemprego oficial da Itália, que foi de 8,4% no passado e bem abaixo da média da zona do euro, é um indicador incompleto na melhor das hipóteses.

Se as pessoas que disseram que estavam prontas para trabalhar fosse adicionadas aos formalmente desempregados, a taxa de desemprego ficaria em 20,5% em 2011, afirmou a Istat. As informações são da Dow Jones.

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