Citros: Citrovita, da Votorantim, define compra da Sucorrico

Ribeirão Preto, 7 - O presidente da Sucorrico S.A., Lair Antonio de Souza, confirmou hoje a venda da unidade produtora de suco de laranja, com sede em Araras (SP), para a Citrovita, do Grupo Votorantim. De acordo com Souza, o negócio será ratificado "nos próximos 30 ou 40 dias", quando três dos 199 acionistas exercerem o direito de preferência por suas ações. "O negócio está fechado desde ontem, mas o estatuto da Sucorrico dá aos acionistas o direito de exercerem o direito de venda se houver uma proposta maior", explicou Souza. O presidente da Sucorrico não revelou o valor da negociação, mas repetiu o que tinha dito há uma semana, quando confirmara as negociações: "É muito mais do que os US$ 45 milhões investidos desde 1996, quando a fábrica foi construída". No mercado, fala-se que o Grupo Votorantim, que não se pronunciou ainda, vai desembolsar cerca de US$ 60 milhões na compra. Com o acordo assinado, a unidade processadora da Sucorrico, em Araras (SP), os 237 funcionários, além dos contratos de fornecimento de suco e compra de fruta serão assumidos pela Citrovita. Será a terceira unidade da empresa, que já possui outras no Estado de São Paulo, uma em Catanduva e a outra na vizinha Matão, com capacidade instalada para processar 45 milhões de caixas de laranja por ano - o equivalente a 200 mil toneladas de suco - além de três terminais marítimos e cinco fazendas produtoras. A planta industrial adquirida pela Citrovita processa anualmente 12 milhões de caixas de laranja, mas tem capacidade máxima para atingir 15 milhões de caixas. Fatura US$ 70 milhões por ano e todas as cerca de 50 mil toneladas de suco de laranja produzidas são vendidas para a Cutrale, contrato que ainda tem três anos de duração e que será, segundo o presidente da Sucorrico, honrado pela empresa do Grupo Votorantim. A negociação de venda da Sucorrico S.A. para a Citrovita só não foi finalizada por interferência da Cutrale, maior empresa do mundo produtora de suco de laranja, relatou ou presidente da Sucorrico, Lair Antonio de Souza. Segundo ele, depois da autorização de 94% dos acionistas para que o negócio fosse fechado com a Citrovita, o que ocorreu no último dia 30 de novembro, "a Cutrale procurou um dos três associados que ainda não haviam sido contatados por nós e fez uma oferta maior, exorbitante, só para interferir no negócio", disse, sem revelar o nome do associado. No entanto, de acordo, com o presidente da Sucorrico, a proposta, feita por escrito, será coberta pelos outros associados da empresa antes da venda para a Citrovita. "Nós vamos arcar com o prejuízo, porque queremos fazer o negócio certo, que é vender 100% para a Citrovita", afirmou Souza. Indagado se não seria melhor vender a empresa para a Cutrale, com a qual a Sucorrico já tem contrato de fornecimento do suco de laranja produzido em Araras, Souza desconversou. "O importante é que o negócio foi feito da maneira mais honesta possível. Eu tenho 75 anos e não seria agora que iria fazer alguma coisa errada", completou.

Agencia Estado,

07 de dezembro de 2004 | 18h30

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