Citros: indústria e produtor caminham para acordo sobre contratos

Ribeirão Preto, 20 - Um acordo entre a indústria processadora de suco de laranja e os produtores de cítricos do Brasil em relação à realização de contratos que atendam aos interesses de ambas as partes está mais perto de acontecer. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira dos Citricultores (Associtrus), Flávio Carvalho Pinto Viegas, e foi feita hoje após a reunião da Câmara Setorial da Citricultura do Ministério da Agricultura, a qual ele também preside. De acordo com Viegas, na reunião "a indústria reafirmou o interesse da existência de um contrato que diminua os conflitos com os produtores", nos moldes do praticado no Consecana, adotado pelos usineiros e fornecedores de cana-de-açúcar. De acordo com o Consecana, o preço pago ao produtor é calculado a partir de uma série de variáveis de preços e determinado ainda de acordo com o açúcar total recuperável (ATR) da produção entregue à usina. "Nós poderíamos aperfeiçoar o Consecana e adotá-lo. E a postura da indústria em relação a isso é positiva", explicou Viegas. O primeiro ato concreto da Câmara Setorial da Citricultura, durante reunião hoje em Cordeirópolis, foi o apoio a uma moção feita pelos viveiristas paulistas. O documento pede ao Ministério da Agricultura que imponha aos outros produtores de mudas do Brasil as rígidas normas sanitárias adotadas em São Paulo e, recentemente, em Sergipe, dois dos maiores produtores de cítricos do País. Nos dois estados é proibida a produção de mudas cítricas fora de viveiros com telas que impeçam a passagem de qualquer tipo de vetor de doenças cítricas. Na moção, que será entregue amanhã por um representante das associações de viveiros certificados no Ministério da Agricultura, os produtores de mudas pedem ainda que, se os estados não cumprirem essas normas rígidas, pelo menos que as Secretarias de Agricultura e Abastecimento locais não forneçam guias de trânsito para que essas mudas entrem em São Paulo. "Queremos pelo menos que os outros estados nos respeitem e entendam o trabalho feito em São Paulo, que é o maior produtor cítrico do País", afirmou César Graf, um dos representantes dos viveiristas na Câmara Setorial da Citricultura. A próxima reunião do Câmara Setorial da Citricultura está marcada para o dia 29 de novembro, em Bebedouro (SP) e nela já deverão ser apresentadas as primeiras propostas do órgão consultivo a serem encaminhadas ao Ministério da Agricultura para análise.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.