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Clientes relatam atrasos em diferentes projetos

Ao se relacionar comconsumidores, equipe da própria PDG já admiteque faltam recursos para completar as obras

Marina Gazzoni, O Estado de S.Paulo

20 Julho 2016 | 05h00

Os clientes da PDG já sentem o drama que vive a empresa. Há relatos de quem adiou o casamento por causa dos atrasos nas obras e de investidores que tentam minimizar as perdas. No site Reclame Aqui, há 1.262 queixas nos últimos seis meses – e nenhuma respondida.

“Não sabemos se a empresa já quebrou”, disse o empresário carioca Marcos Barboza, dono de quatro salas comerciais no empreendimento Dom Office, no Rio. Ele comprou as salas para, no futuro, transferir sua empresa de um escritório alugado na mesma região. Viu da janela a obra parar há alguns meses. Reclamou, mas nada pôde fazer, pois o contrato prevê a entrega do imóvel em agosto de 2017.

“Há uns dois meses admitiram que não vai ficar pronto no prazo. Disseram, em reunião, que a PDG está quebrada e que os bancos não liberam mais dinheiro para a obra”, disse Barboza, que pagou cerca de R$ 200 mil de entrada pelas salas e arca com uma parcela mensal de cerca de R$ 3 mil. Ele acredita que, se parar de pagar a parcela, será pior. “Aí é morte certa (do projeto).” Barboza torce para que a empresa encontre uma forma de concluir a obra, mesmo com atraso.

O casal Humberto Macedo e Gilmara Brandão aguardava a entrega do imóvel, no bairro de Piatã, em Salvador, prevista inicialmente para 2014, para marcar o casamento. A obra está parada. Até hoje estão noivos e moram de aluguel. Macedo pagou 30% dos cerca de R$ 200 mil do valor do imóvel e aguarda o empreendimento ser concluído para pedir financiamento. “Foi um mau negócio. Meu saldo devedor continua a ser corrigido e as condições de financiamento na Caixa pioraram”, disse. “Se tivesse investido em outra coisa, teria ganhado mais.”

O jogador de vôlei de praia Fábio Guerra, que já morava em um imóvel da PDG, no Rio, comprou quatro apartamentos no empreendimento Dom, que também tem imóveis residenciais, em sua estreia como investidor. Em acordo, transformou os quatro em dois quitados. “A obra atrasou e queria o distrato. Mas agora não dá, pois o imóvel está quitado.” 

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