Clima econômico mundial piorou de abril a julho, diz FGV

O indicador recuou para 5,2 pontos no trimestre encerrado em julho,  mas continua na zona considerada 'favorável', acima de 5 pontos

Guilherme Waltenberg, da Agência Estado,

14 de agosto de 2013 | 08h56

O clima econômico mundial piorou, revela o indicador Ifo/FGV de Clima Econômico (ICE), elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) em parceria com o Instituto alemão Ifo. O indicador recuou de 5,4 pontos no trimestre encerrado em abril para 5,2 pontos no trimestre encerrado em julho. Apesar da queda, o ICE continua na região considerada "favorável", ou seja, acima dos 5 pontos.

O estudo mostra, no entanto, que houve "heterogeneidade" no resultado das principais regiões. Estados Unidos e União Europeia registraram aumento do ICE, de 5,2 para 5,6 e 4,7 para 5,1 pontos, respectivamente.

"A Ásia apresentou tendência similar à da América Latina, com queda expressiva do ICE, de 6,1 para 5,1 pontos. Embora tanto a avaliação da situação atual como a das expectativas tenham piorado na Ásia, a maior queda foi no Indicador Ifo de Expectativas, que passou de 7,1 para 5,7 pontos", mostra o estudo. Na América Latina, o índice recuou de 5,2 para 4,4 pontos no período, passando para o nível considerado "desfavorável", ou seja, abaixo dos 5 pontos.

América Latina

A piora do clima econômico na América Latina, que passou de 5,2 pontos em abril para 4,4 pontos em julho, mostra que, apesar de a região ter entrado na zona considerada "desfavorável", ou seja, com avaliação abaixo dos 5 pontos, 7 dos 11 países analisados se mantém na zona considerada "favorável", superior a 5 pontos.

Os quatro países na zona "desfavorável" são o Brasil, Chile, Argentina e Venezuela, sendo que os dois últimos já estavam nessa situação na sondagem de abril. "Chama atenção a piora nas condições do Brasil e do Chile que passaram de uma zona favorável para desfavorável", pontua o estudo. No caso do Chile, o ICE recuou de 6,4 para 4,4 pontos e no Brasil, de 5,6 para 3,8 pontos. A Argentina teve alta de 3,4 para 3,6 pontos e a Venezuela passou de 1,4 para 1,0, a menor pontuação dos países avaliados.

A FGV ressaltou, no entanto, que dos 11 países analisados, apenas dois apresentaram melhora - Colômbia (de 5,3 para 6,1) e Uruguai (de 4,8 para 5,3), e um se manteve estável - Bolívia, com 5,4. O Paraguai passou de 8,1 para 7,3, seguido por Peru (de 6,7 para 5,6), Equador (de 6 para 5) e México (de 5,7 para 5,3).

No Brasil, o índice de expectativas recuou de 6,4 para 4,2 pontos, enquanto a situação atual subiu de 4,7 para 3,3 pontos.

Para apurar o indicador, especialistas nas economias da América Latina respondem trimestralmente a um questionário elaborado pelas instituições. Respostas favoráveis recebem nove pontos, enquanto as neutras recebem cinco pontos e as desfavoráveis, um ponto.

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