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CNA confirma falecimento do presidente Antonio Ernesto De Salvo

São Paulo, 29 - Antonio Ernesto de Salvo, presidente licenciado da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), faleceu na tarde de hoje. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da CNA, mas a causa da morte não foi informada. Nascido em Curvelo (MG), Antônio Ernesto De Salvo, 73 anos, era engenheiro agrônomo, fazendeiro e pecuarista, estava em seu sexto mandato na entidade. Além de presidir da CNA, ele era um dos diretores da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ACBZ).Em entrevista recente, De Salvo disse que seu principal desafio era defender o produtor rural "na pior crise dos últimos 20 anos, com reflexos diretos na queda de renda do setor e de toda a economia", ao comentar a crise recente da agricultura brasileira. Ele começou na atividade sindical em 1967. Tornou-se presidente da do Sindicato dos Produtores Rurais de Curvelo. No início da década de 1980, tornou-se diretor da Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais, entidade que acabou presidindo por dois mandatos. De Salvo deixou a entidade para presidir a CNA em 1991.Os ex-ministros da Agricultura, Roberto Rodrigues e Luís Carlos Guedes Pinto, lamentaram a morte do presidente da CNA. Rodrigues afirmou que de Salvo foi "um dos pioneiros da agricultura e um inovador de conceitos de modernização que permitiram o crescimento do setor no Brasil". Guedes destacou "a liderança a sensatez e a ponderação" do presidente da CNA, que contribuíram para ampliar o diálogo entre o setor produtivo e o setor público.O secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, João Sampaio, afirmou que de Salvo "era uma das melhores cabeças que a agricultura brasileira já teve" e lembrou que de Salvo o conduziu para seu primeiro cargo de representatividade rural ao convidá-lo, em 1996, para presidir a comissão nacional de borracha da CNA.No discurso de posse do atual mandato, De Salvo lembrou a série de dificuldades enfrentadas pelo setor rural, como escasso acesso a crédito, ineficiência dos mecanismos oficiais de sustentação dos preços agrícolas; políticas ambiental, indígena e de direito à propriedade inadequadas. "Temos convivido com o absurdo", afirmou. Ele ressaltou no discurso sua decisão de trabalhar na busca de soluções para os problemas da atividade rural. "Nossa gente sairá ferida, mas inabalável na busca do seu destino, pois este Brasil só será grande e justo com uma agropecuária forte e respeitada. Outros começaram, muitos continuamos e os mais novos darão conta da tarefa."

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