CNI considera Minha Casa Melhor ‘positivo’ para indústria e emprego

Segundo o governo, o desembolso total da linha pode chegar a R$ 18,750 bilhões 

Tânia Monteiro, da Agência Estado,

12 de junho de 2013 | 14h08

BRASÍLIA - O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, elogiou o programa do governo Minha Casa Melhor classificando-o como "positivo" para a indústria da construção civil e para a geração de empregos no País. O programa foi lançado esta manhã pela presidente Dilma Rousseff e consiste em linha de financiamento de móveis e eletrodomésticos para beneficiários do Minha Casa, Minha vida. Segundo o governo, o desembolso total da linha pode chegar a R$ 18,750 bilhões.

De acordo com Robson Andrade, que falou com jornalistas depois da cerimônia de lançamento do programa, a expectativa do setor é que a indústria cresça este ano algo "em torno de 2% ou 2,5% no máximo". Ele considera que este já seja, pelo menos, "um movimento positivo".

Para o presidente da CNI, existem "dificuldades fortes" em alguns setores como o têxtil, que está sofrendo concorrência da importação de produtos, e de petróleo e gás, que tem uma questão pontual por causa da manutenção das principais refinarias do País. "De maneira geral, os demais setores tiveram crescimento forte. Portanto, nós temos a expectativa de que daqui para frente este crescimento continue", declarou Andrade, que disse esperar que "este movimento não seja apenas pontual". Segundo ele, "este crescimento da indústria tem de ser contínuo, mesmo que pequeno, tem de ser contínuo".

Ainda em entrevista, Andrade destacou que concorda com o discurso da presidente Dilma Rousseff de que a inflação "não está fora de controle". Embora ressalte que não considera positivo o aumento das taxas de juros, Robson Andrade reconheceu que "as medidas que têm sido tomadas, com relação aos juros e à questão cambial, são para manter a inflação num patamar controlado, num patamar razoável para que o País possa crescer com inflação pequena". E emendou: "É claro que eu não gostaria de ver os juros aumentando, mas eu reconheço a necessidade de ter um equilíbrio na taxa de juros, para manter a inflação sob controle".

Sobre as contas públicas, o presidente da CNI afirmou que espera que o governo consiga controlá-las. "Eu espero que o governo consiga controlar as contas públicas para encerrar o ano dentro de condições que permitam ao governo e à iniciativa privada fazerem os investimentos necessários, principalmente em infraestrutura", disse. De acordo com ele, as iniciativas do governo estão sendo feitas com objetivo de "conjugar crescimento econômico, desenvolvimento e emprego", mesmo enfrentando os problemas que há com países que têm exportado produtos para o Brasil com preços abaixo daquilo que ele acha que seja competitivo.

Em relação ao aumento do dólar, o presidente da CNI acredita que "esta valorização do dólar ajuda a indústria". Para ele, o governo tenta equilibrar a economia do País à inflação. "Esta é a equação, e estamos em bom equilíbrio", declarou ele, acentuando que "o empresariado não está se sentindo inseguro".

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