CNI vê indústria mais otimista com maior exportação e menor ociosidade

Indicador da quantidade exportada aumentou para 54,6 pontos, ante patamar anterior de 53,5 pontos

Sandra Manfrini, da Agência Estado, e Reuters,

26 de março de 2010 | 10h53

A expectativa da indústria em relação ao crescimento da demanda nos próximos seis meses recuou ligeiramente em março frente a fevereiro, mas os prognósticos para as exportações melhoraram, mostrou sondagem da Confederação Nacional da Indústria divulgada nesta sexta-feira, 26.

 

O indicador das expectativas para a demanda caiu para 66,1 pontos, contra 66,2 pontos em fevereiro. O indicador da quantidade exportada aumentou para 54,6 pontos, ante patamar anterior de 53,5 pontos. Os indicadores da pesquisa variam de zero a 100, e valores acima de 50 pontos indicam expectativa positiva.

 

"Essa melhora nas expectativas reflete a recuperação do mercado internacional. Houve uma queda muito forte por causa da crise, ainda existe a dificuldade com o câmbio, mas já tem recuperação no sentido de mais demanda dos mercados, o comércio mundial já está voltando a se abrir para as empresas", avalia o gerente-executivo da Unidade de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca.

 

Na divisão por setores, Fonseca destaca o setor de madeiras, que sofreu bastante com a crise financeira internacional e agora mostra-se bastante otimista com relação às exportações. Apesar de ainda estar com um indicador de utilização da capacidade instalada bem baixo - 36,1 pontos em fevereiro, as expectativas para os próximos seis meses do setor indicam otimismo e aumento da demanda.

 

A expectativa para demanda subiu de 57,1 pontos em fevereiro para 61,8 pontos em março. Já as expectativas com relação às exportações subiram de 38,4 pontos para 55,6 pontos. "O setor de madeira deverá ter um desempenho bem melhor para frente. É um setor que sofreu bastante com a crise e parece estar se recuperando", afirmou Fonseca.

 

Além do setor de madeira, o de bebidas também chamou a atenção do gerente da CNI. Em fevereiro, o setor estava ainda pessimista com relação às exportações - o indicador havia ficado em 45 pontos. Já em março, o índice que mede as expectativas de vendas externas para os próximos seis meses subiu para 60,7 pontos. As expectativas para a demanda do setor também subiram de 52,1 pontos em fevereiro para 60,6 pontos em março; e a expectativa para compras de matéria-prima subiu de 54,3 pontos para 60,6 pontos.

 

Produção industrial

 

A produção industrial em fevereiro manteve-se estável em relação a janeiro. De acordo com a Sondagem Industrial, o indicador de evolução da produção em fevereiro ficou em 50,8 pontos, ante os 49,2 pontos registrados em janeiro. Para a CNI, mesmo tendo superado a linha de 50 pontos, "o índice manteve-se muito próximo a ela, o que denota estabilidade da produção em relação ao mês anterior".

 

A pesquisa mostrou ainda que, em fevereiro, índice de utilização da capacidade instalada (UCI) continuou abaixo do usual para o mês. O indicador de UCI ficou em 48,9 pontos em fevereiro ante 48,3 pontos registrados em janeiro.

 

Os estoques da indústria se aproximaram mais do nível planejado em fevereiro, mas também ainda estão abaixo do que a indústria gostaria. O indicador foi para 48,8 pontos, ante 48,5 pontos na sondagem anterior.

 

Para a CNI, isso indica que "o país ainda não superou todos os efeitos da crise externa".

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