Com agroneg?cio em recupera??o, Dow aposta em milho

Com a aquisi??o da sexta empresa dosetor de sementes de milho no Brasil em um per?odo de noveanos, a norte-americana Dow AgroSciences assumiu a terceiraposi??o no mercado brasileiro desse produto, refor?ando a suaaposta na cultura do cereal no pa?s, em meio ? recupera??o doagroneg?cio nacional ap?s um per?odo de crise. A Dow anunciou nesta ter?a-feira a compra da unidade desementes de milho da brasileira Agromen. Os valores envolvidosna negocia??o n?o foram divulgados [ID:nN31422055]. "O setor est? muito aquecido, o mercado de milho est? compre?o relativamente bom, a demanda ? solida, esperamoscontinuar com um volume um pouco superior para esta safra(2007/08)", afirmou o diretor da AgroSciences Jos? ManuelArana, que agora presidir? a Agromen Tecnologia. Arana afirmou ainda que as vendas de sementes de milho, querespondem por 90 por cento da produ??o comercializada por essesetor da companhia, devem crescer de 1 a 3 por cento na pr?ximasafra de ver?o. "N?o deve ser muito grande porque o per?odo anterior j?cresceu 5 por cento", afirmou ele, acrescentando que a Dowdet?m agora cerca de 20 por cento do mercado de sementes demilho no Brasil. A companhia trabalha com um crescimento de ?rea de milho nasafra de ver?o de 3 a 4 por cento em rela??o ao ano passado,com a segunda safra (safrinha do ano que vem) tamb?m tendo "umcrescimento s?lido, como foi o deste ano". Assim ele avalia que a produ??o de milho do pa?s em 2007/08poderia atingir at? 53 milh?es de toneladas, o querepresentaria um crescimento de cerca de 6 por cento ante2006/07. Ele avaliou que, no longo prazo, o Brasil dever? ser umgrande exportador de milho. "Mas no curto prazo depende muitoda ind?stria de frango", disse, referindo-se ao setorbrasileiro que lidera as exporta??es mundiais desse tipo decarne e tamb?m o consumo interno de milho. "Acreditamos no Brasil como pa?s importante para a culturade milho no mundo, a magnitude do crescimento futuro do mercado? muito promissora, a Dow AgroSciences continua apostando noBrasil." RECUPERA??O A Dow, que comercializa tamb?m no pa?s defensivos paracana-de-a??car, soja, milho, hortifrutigranjeiros e pastagens,ocupando a quinta posi??o no ranking desse setor, informou quese recupera bem das crises registradas nas safras 2004 e 2005. Segundo o diretor, o mercado est? crescendo principalmentepor causa da demanda da soja, cana, milho. Ele disse ainda queo mercado de defensivos cresceu no semestre cerca de 20 porcento, e que as vendas da Dow subiram acima desse patamar, anteo mesmo per?odo de 2006. "Tivemos um 2004, um 2005, muito preto, tivemos um 2006cinza, e estamos tendo um 2007 verde. Realmente a ind?stria desementes e defensivos sofreu um baque dur?ssimo, ocasionado porgrandes perdas e pela inadimpl?ncia, e agora tem umarecupera??o." De acordo com Arana, a empresa ainda sente efeitosnegativos das d?vidas contra?das pelos agricultores em 2004 e2005, mas essa situa??o est? sendo contornada. "Ainda sofremoscom um lastro que ainda estamos carrengando das d?vidas, achoque deve ser uma das menores do mercado, pela disciplinafinanceira da Dow, mas ainda temos algumas negocia??es."

ROBERTO SAMORA, REUTERS

31 de julho de 2007 | 17h45

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