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Com ajuda do BSI, lucro do BTG Pactual sobe 25% no primeiro trimestre

Parte desse resultado foi atribuída à incorporação do banco suíço BSI, que mal foi contabilizado e já deve sair das contas do banco

Josette Goulart, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2016 | 11h43

SÃO PAULO - O banco BTG Pactual divulgou na terça-feira que o lucro do primeiro trimestre cresceu mais de 25%, comparado ao igual período de 2015, chegando a R$ 1,07 bilhão. Parte desse resultado foi atribuída à incorporação do banco suíço BSI, que mal foi contabilizado e já deve sair das contas do banco, pois já foi vendido, para dar liquidez à instituição. O banco iniciou uma série de venda de ativos desde a prisão de André Esteves, na Operação Lava Jato. 

Os três principais executivos do BTG - Pérsio Arida, Roberto Saloutti e Marcelo Kalim - divulgaram, com os resultados, notas relativas à reorganização pela qual passa a instituição. Pelo menos três números do balanço do primeiro trimestre refletem diretamente a mudança de direção desde a prisão de Esteves. 

Os ativos foram reduzidos em 23%: eram de R$ 303 bilhões no ano passado e caíram, agora, para R$ 234 bilhões. As despesas administrativas também sofreram cortes e diminuíram 15%. A meta é cortar ainda mais, até uma economia de 25%, o que deve significar mais demissões. Além disso, as receitas da atividade de gestão e administração de recursos e da área de grandes empresas recuaram 34%, em média.

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