Com alta de saúde e educação, prévia da inflação de agosto fica em 0,16%

Até agosto, o IPCA-15 acumula altas de 3,69% no ano e de 6,15% em 12 meses

Sabrina Valle, da Agência,

21 de agosto de 2013 | 09h09

RIO - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) ficou em 0,16% em agosto, ante 0,07% em julho, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio dentro do intervalo de estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam uma taxa entre 0,07% e 0,23%, e ligeiramente acima da mediana, de 0,15%.

Até agosto, o IPCA-15 acumula altas de 3,69% no ano e de 6,15% em 12 meses.

O IBGE informou que a taxa do IPCA-15 de agosto é explicada em parte pela alta de itens de Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,20% para 0,45%) e de Educação (de 0,11% para 0,68%). Também contribuíram menores quedas dos grupos Alimentação e Bebidas (de -0,18% em julho para -0,09% em agosto) e Transporte (de -0,55% para -0,30%).

No grupo dos alimentos, o destaque, segundo o IBGE, ficou com o leite longa vida (5,46%), que liderou o ranking dos principais impactos individuais do mês, com 0,06 ponto porcentual. Outros itens também se destacaram com resultados em alta, como: feijão preto (5,35%), cerveja consumida no domicílio (3,33%), cerveja consumida fora do domicílio (1,17%), lanche (de 0,96%) e refeição (0,36%).

Vários alimentos, porém, continuaram a apresentar resultados em queda. O destaque é o tomate (-22,96%), vilão da inflação há poucos meses. Também caíram cebola (-20,09%), feijão carioca (-6,03%), batata inglesa (-4,81%) e frutas (-1,99%).

Os ônibus urbanos continuaram a refletir as desonerações iniciadas em junho. Saíram de -1,02% em julho para -1,69% em agosto. Ônibus intermunicipais passaram de -0,91% para -0,70%, trens de -1,15% para -1,96% e metrô de -2,02% para -2,24% A gasolina, ao passar de -0,69% para 0,03%, e o etanol, que passou de -3,71% para -0,22%, fizeram com que o grupo Transporte (de -0,55% para -0,30%) apresentasse queda menor de um mês para o outro, de acordo com o IBGE.

"O grupo Educação, que passou de 0,11% para 0,68%, refletiu os resultados apurados na coleta realizada no mês de agosto, a fim de obter a realidade do segundo semestre do ano letivo. Os cursos regulares variaram 0,56%, enquanto os cursos diversos (informática, idioma, etc.) apresentaram alta de 1,71%", informou o IBGE.

Quanto à Saúde e Cuidados Pessoais, que acelerou de 0,20% em julho para 0,45% em agosto, a alta foi decorrente dos resultados de serviços médicos e dentários (1,12%) e de produtos de higiene pessoal (0,42%), ainda segundo o instituto. Os preços dos remédios, porém, continuam em queda (-0,21%).

Tudo o que sabemos sobre:
inflaçãoIPC-15

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.