Jonne Roriz/AE
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Com Argentina 'de volta ao jogo', 2016 será desafiador, diz presidente da Bunge Brasil

Para Raul Padilha, nova política proposta por Mauricio Macri deverá impulsionar a produção de grãos na Argentina

Camila Turtelli e Renato Oselame, O Estado de S. Paulo

26 de novembro de 2015 | 09h40

"O próximo ano vai ser mais desafiador para os produtos agrícolas brasileiros porque vamos ter Argentina de volta ao jogo", afirmou nesta quinta-feira o presidente da Bunge Brasil, Raul Padilla, antes do início do Summit Agronegócio Brasil 2015, realizado pelo Estadão, com patrocínio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), em São Paulo.

 

Para Padilla, os estoques argentinos de grãos devem chegar ao mercado no curto prazo e, em 2017, a nova política proposta pelo presidente eleito no último domingo (22), Mauricio Macri, deverá impulsionar a produção do país, principalmente, de soja e milho.

Sobre o efeito do dólar no próximo ano, Padilla disse que não é possível prever como será o comportamento do câmbio e como isto afetará a comercialização.

 

Em relação ao setor sucroenergético, o presidente da Bunge Brasil acredita que os preços do açúcar estão entrando em um novo cenário de alta. As cotações internacionais do produto devem se manter no nível registrado nos últimos dias. Segundo ele, a elevação das cotações decorre, principalmente, de questões climáticas que devem influenciar a produção de cana-de-açúcar em importantes regiões produtoras, como Brasil, Tailândia e Índia.

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