Com BNDESPar, Friboi quer ir além da Swift

São Paulo, 29 - O grupo JBS-Friboi disse ontem que a compra da americana Swift, anunciada em maio, não modifica os planos de crescimento da empresa. O grupo pretende investir em aquisições na área de bovinos no bloco do Pacífico, além de ampliar operações na América do Sul e entrar com mais força na área de suínos. "A aquisição da Swift não altera nossos planos de crescimento, é apenas uma nova etapa nesse processo", disse ontem o presidente do Friboi, Joesley Mendonça Batista.Segundo Batista, a companhia criada a partir da integração da Swift com o Friboi terá capacidade de alavancagem de US$ 1,4 bilhão quando atingir a margem Ebitda - um indicador de rentabilidade - esperada, de 3% a 4%, em três ou quatro anos. Atualmente, a margem da Swift é inferior a 1%.O Friboi anunciou no dia 29 de maio a compra da Swift por US$ 1,4 bilhão, sendo US$ 1 bilhão em dívidas. Para financiar essa compra, a empresa resolveu fazer uma nova emissão de ações, que totalizará US$ 1,85 bilhão. Na quarta-feira, O BNDESPar, braço de participações do BNDES, anunciou que subscreveria até R$ 1,46 bilhão dessa emissão.A participação do BNDES viabiliza, conforme nota divulgada pelo banco, "parte dos recursos necessários para permitir a aquisição da Swift & Co., terceira maior empresa de carnes bovina e suína dos Estados Unidos e maior empresa de carne bovina na Austrália".Ontem, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse que a operação realizada com o Friboi é "interessante e se insere na política de fortalecer empresas brasileiras a se tornarem atores globais".De acordo com o executivo, essa política leva em conta empresas que possam operar não apenas no mercado brasileiro, mas também em outros mercados. Com essa expansão, prosseguiu Coutinho, o grupo vai se tornar o maior abatedor mundial de bovinos e o segundo de suínos. As informações são do O Estado de S. Paulo

Natalia Gómez e Nilson Brandão Junior

15 de julho de 2007 | 13h02

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