Com caixa volumoso, Petrobras diz que pode ficar mais de 6 meses sem emitir dívida

A Petrobras tem trabalhado com um caixa volumoso, o que dá à companhia um prazo superior a seis meses sem a necessidade de acessar mercados de dívida, na hipótese de a estatal vir a ser impedida temporariamente de buscar recursos no mercado por esse caminho, disse o diretor financeiro da empresa, Almir Barbassa, em entrevista a jornalistas.

REUTERS

17 de novembro de 2014 | 14h32

Os impedimentos ocorreriam em meio a atrasos na divulgação das demonstrações financeiras do terceiro trimestre, com a companhia tentando identificar desvios apontados na operação Lava Jato, da Polícia Federal.

"Temos trabalhado com volumes muito elevados de caixa, e agora (essa estratégia) vem se provar medida positiva, porque nos dá um período superior a seis meses de operação sem acessar mercado de dívida", afirmou Barbassa à imprensa, após conferência com investidores mais cedo.

Barbassa disse que não poderia dizer quanto a Petrobras tem em caixa.

O executivo afirmou ainda que empresa pode ajustar prazos para a divulgação de balanços para incorporar novas informações denunciadas. Segundo ele, as companhia não divulgará informações do terceiro trimestre incompletas.

(Por Marta Nogueira e Rodrigo Viga Gaier)

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