Com crescimento do País, análises do rating serão revistas, diz Mantega

Ministro da Fazenda disse que economia brasileira caminha para crescimento de 3% neste ano

Renata Veríssimo, Adriana Fernandes e Laís Alegretti, da Agência Estado,

26 de junho de 2013 | 13h29

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira, 26, que a economia brasileira caminha para um crescimento de 3% este ano. Segundo ele, à medida que se revelar que o crescimento este ano vai ser maior, as análises da Standard & Poor's serão revistas.

No início do mês, a S&P reduziu a perspectiva positiva das condições macroeconômicas brasileiras, que saiu de "estável" para "negativa", por conta do baixo crescimento e dos gastos do governo. Esse é o primeiro passo na direção do rebaixamento da nota de crédito do País, algo que pode ocorrer ao longo dos próximos dois anos, segundo a S&P.

Mantega disse que o primeiro trimestre deste ano foi melhor que o mesmo período de 2012. Além disso, o segundo trimestre de 2013 promete ser melhor. "Temos todos que trabalhar para garantir que o crescimento seja maior, que é o antídoto para vários males", evocou. Ele afirmou que com uma expansão maior do PIB, o governo pode seguir com as desonerações e o trabalho deve ser nesta direção.

Mantega argumentou também que, além dos estímulos ao consumo, o governo adotou medidas para favorecer os investimentos. Segundo ele, houve uma diminuição do ímpeto do consumo, mas o crédito habitacional cresce no País. "Há algum estímulo para o consumo sim, mas ele está declinando ao longo do tempo", disse o ministro.

Mantega afirmou que há impacto da elevação do dólar sobre o endividamento das empresas, mas que as empresas estão habituadas a trabalharem com esta conjuntura. O ministro acredita que o problema pode ser passageiro. Neste momento, ele aposta que a situação é minimizada pelo hedge que as empresas em geral fazem. "Mas de fato é um problema para as empresas, mas liberamos alguns mecanismos de crédito para elas. Mas pode ser problema passageiro, porque não sabemos o patamar que vai se fixar o dólar. Ele poderá cair e elas terão uma situação melhor", afirmou. Ele ressaltou, no entanto, que as empresas com passivo em dólar poderão ter algum resultado negativo, mas que pode ser passageiro.

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