Com energia mais cara, empresas buscam formas de diminuir consumo

Sistemas inteligentes e aparelhos que precisam de menos energia e suprimentos para funcionarem são apontados como solução em busca de economia na conta mensal

Bruno de Oliveira, especial para O Estado

17 Abril 2015 | 07h20

 

Em tempos de crise de abastecimento de energia, e alta do preço da tarifa de luz praticada no País, empreendedores têm se movimentado para encontrar formas para economizar na conta da empresa no final do mês. A indústria, por outro lado, passou a desenvolver equipamentos que consomem menos energia e suprimentos, bem como sistemas inteligentes cujo uso proporciona melhor gestão de recursos, conhecidos no mercado como smartgrid.

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O que há no mercado hoje, nesse sentido, se divide em três frentes: equipamentos que permitem geração de energia para um consumo pontual dentro do negócio; aparelhos de medição isolada do uso da energia e, por fim, aplicações que gerenciam sistemas de iluminação e consumo.

Segundo Alexandre Bagarolli, gerente de Soluções Tecnológicas para o Setor Elétrico do CPqD, a oferta dessas tecnologias surgiu a partir do desenvolvimento de projetos para empresas que consumiam grandes volumes de energia. Com o tempo, essa demanda passou a ser também de empresas menores e pode ser verificada também na esfera residencial.

"Posso definir que a demanda que existe hoje na pequena e média empresa é a de que o empreendedor quer saber onde ele está gastando mais energia e, a partir daí, tomar providências que reduzam um alto consumo concentrado em um ou mais departamentos", explica o representante do CPqD, ou Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, órgão independente com origens dentro da Telebras.

Com relação à geração de energia, Bagarolli destaca os sistemas de captação de energia solar por meio das células fotovoltaicas, aquelas que são possíveis de ser encontradas no telhado de algumas casas e até em postes de luz. Assim como neste uso residencial e urbanístico, o que se vê hoje no Brasil, segundo o executivo, é a utilização deste recurso para prover uma fonte alternativa à energia elétrica dentro da empresa.

"Cada vez mais o custo deste tipo de equipamento vem caindo no mercado brasileiro. A geração solar é usada geralmente para carregar baterias que são acionadas em casos de falta de energia, em iluminações de emergência e para iluminação em geral, geralmente à noite em empresas que não tem turno neste período", conta o gerente.

Medição de circuito elétricos e sistemas inteligentes são dois fatores que vêm sendo popularizados aos poucos nas PME. É neste campo que Bagarolli diz que os preços das soluções ainda são considerados altos para PME. No entanto, eles têm oferecidos retornos sobre os investimentos cada vez menores.

"São sistemas mais sofisticados, mas com o tempo o acesso a eles será mais universal do que é hoje. Com a medição isolada, o empreendedor pode verificar o consumo isolado do ar-condicionado, dos computadores, de forma isolada. Assim, ele sabe onde precisa reduzir o consumo. Aí entram os sistemas inteligentes, por onde a empresa pode controlar o consumo da energia, fazer as luzes funcionarem em determinado horário, etc", detalha.

No campo dos equipamentos, as fabricantes de aparelhos eletrônicos tem direcionado o desenvolvimento de seus produtos para um cenário onde os recursos deverão ser cada vez melhor geridos pela empresa.

Para Luis Esteter, diretor de Impressão da HP do Brasil, impressoras e computadores, equipamentos que geralmente estão entre os que mais consomem energia dentro de algumas empresas, vão seguir a tendência de ser mais compactos e com um consumo de energia e suprimentos otimizado.

"Hoje já podemos ver disponíveis no mercado impressoras de jato de tinta que consomem 50% menos energia em comparação aos equipamentos a laser que existem. Estamos falando também de impressoras que imprimem 2 mil páginas, frente e verso, utilizando apenas um cartucho. Existe uma preocupação muito grande hoje entre as empresas em reduzir custos e recursos. Os lançamentos seguirão estes parâmetros", conclui Esteter, da HP.

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