Com Inovar-Auto, DSM reforça investimento no País

A DSM fechou uma parceria com a brasileira Petropol Polímeros, de Mauá (SP), para produzir plástico de engenharia no Brasil, um dos componentes da indústria automotiva. Atualmente a empresa importa o produto para atender o mercado nacional.

MARINA GAZZONI, Agencia Estado

17 de outubro de 2013 | 08h56

Segundo o presidente da DSM para a América Latina, Antonio Ruy Freire, a estratégia global de expansão da empresa prevê parcerias ou aquisições em mercados emergentes, como o Brasil. Mas os novos investimentos anunciados recentemente pelas montadoras no País e a entrada em vigor do novo regime automotivo, o Inovar-Auto, que dá incentivos para carros com maior componente de nacionalização, motivaram a empresa a acelerar os planos de produção local.

Só nos últimos dois meses, Audi, Volkswagen e Mercedes-Benz anunciaram construção ou ampliação de fábricas no Brasil. A intenção da DSM é participar do processo de concepção dos carros em conjunto com as montadoras, criando produtos específicos para elas.

?A produção local aumentará nosso portfólio. Hoje vendemos plásticos para maçanetas, por exemplo. Vamos fazer produtos de mais alta tecnologia, como materiais que vão na tampa do motor?, disse o vice-presidente da divisão de plásticos de engenharia da DSM, Andrea Serturini. A estimativa da empresa é que o mercado de plásticos de engenharia movimente entre US$ 350 milhões e US$ 450 milhões no Brasil e cresça a um ritmo de 10% a 15% ao ano.

Foco

A DSM desenvolve produtos para as áreas de saúde, nutrição e componentes para a indústria. Em todo mundo, a companhia faturou 9,1 bilhões no ano passado. Na América Latina, o faturamento da empresa é da ordem de US$ 1,1 bilhão - e cerca de metade dos negócios está no Brasil. Com a aquisição de duas empresas, em 2012, a DSM elevou de 240 para 1.300 seu quadro de trabalhadores no País.

A DSM assumiu as operações da brasileira Tortuga, de nutrição animal, e a subsidiária no País da americana Fortitech, de pré-misturas para indústria de alimentos, bebidas e farmacêutica. A companhia também ensaia sua entrada no ramo de biocombustíveis no Brasil. A empresa foi anunciada no ano passado como possível fornecedora de leveduras industriais para a GranBio, empresa criada pelo empresário Bernardo Gradin, ex-presidente da Braskem, para produzir etanol celulósico. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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