Com Laureate, FMU espera triplicar número de alunos

Expectativa é que o ensino a distância responda por 60% do crescimento da companhia nos próximos anos

Dayanne Sousa, da Agência Estado,

23 de agosto de 2013 | 13h45

O Complexo Educacional FMU afirmou que tem um plano para triplicar seu número de alunos até 2016. Hoje são 68 mil entre graduação, pós-graduação e ensino a distância. A informação foi dada durante coletiva de imprensa que confirmou o negócio entre a FMU e a Laureate, americana dona da Anhembi Morumbi. A FMU não deu detalhes sobre o acordo, mas o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, apurou que a empresa paulista foi vendida para a Laureate Brasil por R$ 1 bilhão.

De acordo com o vice-reitor executivo da FMU, Arthur Sperandéo de Macedo, 60% do crescimento da companhia nos próximos anos deve vir do ensino a distância. Hoje, a instituição só oferece essa modalidade na pós-graduação e espera levá-la para a graduação neste ano. De acordo com Macedo, o EAD será uma forma de expansão dos cursos da FMU para outras regiões, já que os presenciais se concentram na cidade de São Paulo.

Segundo o executivo, a Laureate permitirá a aceleração do crescimento da FMU. Ele avaliou que, sem a estrutura da companhia americana, a elevação prevista no número de alunos demoraria ao menos dez anos. A previsão é de crescimento orgânico, sem aquisições. O executivo lembra que nos últimos cinco anos a rede elevou significativamente o seu número de estudantes. Em 2008, quando começou a reestruturação da companhia, eram apenas 16 mil alunos. Na época, a FMU, que tinha como carro-chefe o curso de Direito e foi criada para atender o público das classes A e B, decidiu reduzir o preço das mensalidades em 25% para atrair alunos com renda mais baixa. A política "agressiva" de preços não deve mudar com a venda, segundo informou Macedo.

A marca da FMU, disse Macedo, permanecerá ativa e o atual grupo gestor segue no comando. O fundador, Edevaldo Alves da Silva, segue como presidente do Conselho de Administração do Complexo e sua esposa, Labibi Alves da Silva, como reitora.

A Laureate Brasil é dona da Anhembi Morumbi, instituição que tem cerca de 30 mil estudantes em São Paulo. Macedo destacou que as companhias ainda não avaliaram suas potenciais sinergias, mas defendeu a permanência da concorrência entre as duas marcas. Juntas, porém, as instituições esperam liderar o mercado de São Paulo.

Macedo ainda informou que a FMU pretende aderir ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) até 2014. "Estamos preparando as matrizes curriculares", afirmou. Em março, o Ministério da Educação regulamentou medida que autoriza a adesão de instituições de ensino superior e escolas de educação tecnológica privadas ao Pronatec. As unidades privadas passam a poder oferecer bolsas de estudos, como já ocorre com o Programa Universidade para Todos (ProUni), para cursos técnicos contemplados pelo programa.

A venda para a Laureate inclui todas as unidades da FMU em São Paulo: Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), Faculdades Integradas de São Paulo (Fisp) e Fiam-Faam Centro Universitário. A aquisição não envolve o Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), no qual o fundador têm 50% de participação.

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