Com novos navios, Log-In busca ampliar mercado

Perto de tirar do estaleiro o primeiro de seus sete grandes navios em construção no Brasil, a Log-In chegou a quase 160 mil contêineres transportados em 2010. O volume é mais do que o dobro do que a companhia de logística, que tem a Vale como maior acionista, transportava em 2007, quando abriu capital e deixou de ser um braço da mineradora.

AE, Agencia Estado

19 de janeiro de 2011 | 09h29

Com investimentos de R$ 1,3 bilhão até 2013, a empresa começará este ano a elevar ganhos com ativos próprios e aposta na descentralização econômica para ganhar mercado. A Log-In pretende iniciar até março a operação do porta-contêiner Jacarandá, com capacidade de até 2.800 TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés), que está em fase de acabamento no Estaleiro Ilha S/A (Eisa), na zona norte do Rio. O gigante de 10 mil toneladas, o primeiro produzido no País em 15 anos, será empregado na rota Sul-Amazonas, mercado estratégico para a empresa pelo crescimento da produção industrial da Zona Franca de Manaus.

O início da operação da frota própria de grandes porta-contêineres abre uma nova fase para a Log-In, que começará a reduzir os custos com afretamento de embarcações. Em 2009, a empresa gastou R$ 15,6 milhões no arrendamento de cinco navios. Além do Jacarandá, um navio próprio de mesmo porte, o Jatobá, vai para o mar este ano, mas no segundo semestre.

Além de cinco porta-contêineres, que custam cerca de R$ 150 milhões cada, a empresa tem encomendados no Eisa dois graneleiros para o contrato de transporte de bauxita firmado com a Alunorte, iniciado em janeiro de 2010 com navios fretados. Os investimentos contam com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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