Comércio de minério de ferro Brasil-China enfraquece

Reservas de embarcações para transporte de minério de ferro do Brasil para a China diminuíram o ritmo na primeira metade de agosto depois que um recorde em julho compensou uma oferta reduzida da Austrália.

REUTERS

19 de agosto de 2009 | 08h38

Os embarques de minério de ferro comprado a termos à vista do Brasil somaram cinco até agora neste mês, queda acentuada ante um recorde de 39 no mês passado, segundo dados da empresa de dados AXSMarine.

As reservas de embarcações de minério de ferro dos principais portos da Austrália para a China permaneceram em 15 até agora neste mês, contra média de 40 no segundo trimestre e 31 em julho.

O comércio entre Austrália e China tem aumentado regularmente desde o final do mês passado frente ao colapso observado no começo de julho, quando a China prendeu quatro funcionários da Rio Tinto sob acusações de espionagem e alguns fornecedores australianos suspenderam vendas spot.

Apesar de pedidos da associação da indústria chinesa para frear o comércio especulativo de minério de ferro, as importações da commodity saltaram 32 por cento em julho frente ao ano anterior, para 58 milhões de toneladas, alimentando um recorde de alta na produção de aço que enfraquece esforços do país para conseguir um melhor acordo de preço do minério de ferro que os obtidos por rivais asiáticos.

A China firmou o primeiro acordo oficial de preços de minério de ferro deste ano com a mineradora australiana Fortescue Metals. O acordo acertado na segunda-feira prevê até 6 bilhões de dólares em financiamento. O país espera que o acordo estabeleça um valor referencial nas discussões com as maiores produtoras da commodity.

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