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Comércio eletrônico fatura R$ 4,5 bilhões no Natal, alta de 21% ante 2020

O valor das vendas no e-commerce voltou a subir no ano passado, mas o montante ainda é uma fração do que é vendido em lojas físicas

Talita Nascimento, O Estado de S.Paulo

04 de janeiro de 2022 | 11h24

As vendas do comércio eletrônico brasileiro no Natal somaram R$ 4,5 bilhões em 2021, uma alta de 21% em relação ao mesmo período de 2020. Foram somados 9,2 milhões de pedidos, um crescimento de 14% em relação ao registrado um ano antes. Os dados são da NielsenIQ Ebit e englobam as vendas de 10 a 24 de dezembro.

Segundo o levantamento da NielsenIQ Ebit, o tíquete médio das compras foi 6% maior do que no Natal de um ano atrás, chegando a R$ 489. A categoria de produtos que liderou as compras foi a de moda e acessórios, com 20% dos pedidos. O segmento de casa e decoração ficou com 13% do total de pedidos, enquanto o de eletrodomésticos abocanhou 11%. Em faturamento, os segmentos que mais cresceram foram eletrodomésticos, com alta de 46%; Esporte e lazer, 43%; e brinquedos, 41%. Em número de pedidos, as maiores altas ficaram com eletrônicos, 61%, alimentos e bebidas, 44%, e esporte e lazer, com 37%.

Apesar do crescimento, as vendas via internet ainda são uma fração do que é vendido na época do Natal nas lojas físicas das varejistas. De acordo com dados da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), cerca de 123,7 milhões de consumidores foram às compras nesta época natalina. A estimativa é que as vendas dentro dos centros de compras tenham somado R$ 204 bilhões. Ou seja, as vendas do comércio eletrônico são apenas 2,2% desse valor. Entretanto, o montante vendido nos shoppings em 2021 representa um crescimento de 58% em relação a 2020, mas uma queda de 3,5% nas vendas ante 2019. 

Para Keine Monteiro, líder de inteligência da NielsenIQ Ebit, a alta das vendas de Natal é expressiva quando se leva em conta que, em 2020, as vendas online apresentaram alta de 45%. Ou seja, houve alta de vendas sobre uma base forte registrada um ano antes. Ele lembra que a previsão de crescimento para o comércio eletrônico brasileiro em 2021 era de 26% e estima que, apesar de ainda não haver dados fechados, os números reais terminem bem próximos do previsto.

Monteiro pontua que esse crescimento não veio exatamente nos momentos esperados, mas que, no todo, o ano cumpriu com as expectativas. "Havia expectativa de alta na Black Friday, mas o crescimento foi de 5%. No entanto, o mês de novembro terminou com alta de 19% em relação ao mesmo período de 2020. Ou seja, as vendas foram mais espaçadas", afirmou.

Para esse início de ano, ele diz que os tradicionais saldões devem marcar presença como de costume e, mais uma vez, marcarem os dias de maior faturamento do trimestre. Isso porque o primeiro semestre do ano é marcado pela ausência de datas tão apelativas para o comércio.

Neste 2022, especificamente, o comércio eletrônico deve ter bases de comparação mais difíceis. Janeiro e fevereiro de 2021 foram meses de crescimento mais intenso das compras online. A comparação, na época, era com os mesmos dois meses de 2020, quando ainda não havia pandemia e, portanto, a penetração das vendas digitais no País ainda era menor.

 

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