Comgás caminha para investimento recorde neste ano

O presidente da Comgás, Luis Henrique Machado, informa que a empresa caminha para fechar o ano com o maior plano de investimentos de sua história, de R$ 870 milhões, e com o maior número de horas trabalhadas, ou 13 milhões de horas/homem.

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

21 de outubro de 2013 | 17h27

"A empresa vem ano a ano quebrando recordes - com exceção de 2009, que foi um ano de crise - e esse investimento é basicamente em infraestrutura", destacou Machado nesta segunda-feira, 21. O executivo explicou que os projetos focam a expansão da rede de distribuição em mais de 1,2 mil quilômetros e a travessia da represa Billings, na região metropolitana de São Paulo, que abastece termoelétricas e as indústrias da capital. "É uma obra pioneira, em que tivemos de passar por baixo de rodovias e por dentro da represa com um tubo de mais de 20 quilômetros", disse.

A Comgás assenta por ano em torno de 1 mil a 1,5 mil quilômetros de tubulação de gás e conecta em torno de 105 mil a 120 mil novos consumidores. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financia normalmente 70% das obras da Comgás e, no fim do ano passado, a empresa decidiu utilizar as debêntures de infraestrutura como capital complementar de seu investimento. A Comgás captou R$ 540 milhões em debêntures, sendo R$ 400 milhões sob o arcabouço da Lei 12.431, de debêntures de infraestrutura. Os recursos serão complementares aos investimentos previstos até o primeiro trimestre de 2015.

Machado disse que a Comgás, embora se concentre no cliente residencial, tem desenvolvido estratégias para o cliente comercial, citando, como exemplo, a indústria do gás natural veicular (GNV). Segundo o executivo, a instalação das fábricas da Mercedes-Benz e da Honda, em Iracemápolis e Itirapina, respectivamente, está relacionada ao potencial de fornecimento de gás pela Comgás na região. "Vamos fazer um investimento grande para a indústria automobilística no interior de São Paulo", afirmou Machado. Ele não informou o montante, destacando que os projetos acabam gerando um efeito duplicador, ou seja, acabam beneficiando outros clientes e, por isso, os cálculos de investimento não são pontuais.

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