Comgás: crescimento virá do residencial e comercial

O foco de crescimento da Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) em 2014 será nos segmentos de menor volume, como o residencial e o comercial, afirmou nesta quarta-feira, 26, o diretor de Finanças e de Relações com Investidores da empresa, Roberto Laje, durante teleconferência com jornalistas para comentar os resultados do quarto trimestre de 2013. De acordo com o diretor-presidente da empresa controlada pelo grupo Cosan, Luis Henrique Guimarães, a expectativa para os dois segmentos é de um crescimento acima ou próximo dos dois dígitos em 2014.

GABRIELA VIEIRA, Agencia Estado

26 de fevereiro de 2014 | 12h25

"O segmento residencial continuará crescendo a taxas chinesas, de dois dígitos, em 2014. Em 2013, esse segmento cresceu 13% e a ideia é manter o mesmo ritmo. Para o segmento comercial, a expectativa para o crescimento é chegar próximo aos 10%", afirmou Guimarães. Em balanço de resultados divulgado na terça-feira, 25, o segmento comercial reportou uma alta de 6,7% em comparação ao volume de gás distribuído pela companhia em 2012.

Para o segmento industrial - responsável por 69% do consumo total distribuído em volume

de gás em 2013 e por 61% da margem de contribuição da Comgás - não há previsão de uma desacelaração, apesar da sensibilidade do setor ao cenário econômico do País, avaliou Guimarães. "O segmento industrial é uma área de preocupação porque responde por quase 70% do volume da companhia, mas não vemos nenhum recrudescimento e nenhuma expectativa de que seja diferente do que no ano passado". Em 2013, o volume de gás distribuído para as indústria ficou estável em relação ao vendido em 2012.

Ainda segundo o executivo, a climatização é "a bola da vez" do setor e companhia planeja investir no segmento ao longo deste ano. "O pico do consumo de energia no País passou das 17h, 18h para as 15h em função do uso de aparelhos de ar condicionado no indústria, no comércio e nas residências", justificou.

Em relação às vendas do Gás Natural Veicular (GNV), Guimarães disse que acredita na competitividade do combustível e que a possibilidade de reajustes nos preços da gasolina e do etanol ainda neste ano poderia auxiliar o aumento das vendas do gás. No ano passado, o volume de GNV comercializado pela companhia teve queda de 9,8%.

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