Comissão dos EUA diz que JBS violou direito de muçulmanos--mídia

Um painel federal norte-americano decidiu que o braço nos Estados Unidos da gigante brasileira do setor de alimentos JBS violou direitos civis de mais de 100 trabalhadores muçulmanos que foram demitidos no ano passado após uma greve pelo direito de fazer orações durante o expediente, informaram jornais neste sábado.

REUTERS

05 de setembro de 2009 | 16h34

A Comissão de Oportunidades Iguais de Emprego dos EUA (EEOC, na sigla em inglês) determinou que os trabalhadores de duas fábricas da JBS em Greeley, Colorado, e Grand Island, Nebraska, foram prejudicados ilegalmente e demitidos em virtude de suas religiões, informou o The Wall Street Journal.

A determinação abre espaço para uma ação legal contra a empresa pela comissão ou pelos trabalhadores, caso um acordo não seja feito.

Os porta-vozes da EEOC e da JBS não foram imediatamente encontrados para comentar o caso.

A polêmica começou no ano passado, durante o Ramadã, mês sagrado dos muçulmanos, quando os trabalhadores deixaram seus postos após seus chefes terem proibido uma pausa para orações no pôr-do-sol.

Supervisores inicialmente tinham concordado em ajustar as agendas de trabalho para atender aos pedidos dos muçulmanos, mas depois reverteram suas decisões devido a protestos dos não muçulmanos.

Notícias publicadas nesta semana informaram que a JBS estava perto de um acordo para comprar a produtora norte-americana de frangos Pilgrim's Pride por mais de 2 bilhões de dólares, mas a JBS negou que havia fechado qualquer aquisição e a Pilgrim's Pride não se pronunciou sobre o assunto.

(Reportagem de Karl Plume)

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