Comissário europeia diz que bancos podem precisar de recapitalização

Isso justificaria a prorrogação de uma legislação especial para que os governos possam ajudar essas instituições

Álvaro Campos, da Agência Estado,

20 de setembro de 2011 | 09h50

O comissário de competição da União Europeia, Joaquim Almunia, afirmou hoje que mais bancos europeus podem precisar de recapitalização, com a intensificação da crise da dívida soberana. Isso justificaria a prorrogação de uma legislação especial para que os governos possam ajudar essas instituições.

"Finalmente e lamentavelmente, com a piora da crise da dívida soberana, mais bancos talvez precisem ser recapitalizados, além dos nove apontados nos testes de estresse realizados em julho", comentou Almunia em um discurso em Bruxelas. "Por isso é tão importante resolver a crise da dívida soberana sem mais atrasos".

Diversos bancos europeus receberam ajuda governamental após a crise financeira iniciada em 2008, entre eles o belga Dexia, o francês Société Générale e o alemão Commerzbank. Embora alguns já tenham pago esses empréstimos, outros ainda mantém a participação governamental. Nas últimas semanas, as ações de bancos europeus têm registrado fortes quedas, em meio a receios com a exposição deles a dívidas da Grécia, Itália e outros países debilitados da zona do euro.

Assim, Almunia disse que vai solicitar que a UE prorrogue regras especiais implementadas durante a crise financeira. "Eu preferiria voltar para as regras normais mais cedo. Mas a situação que nós estamos enfrentando esses dias pede uma prorrogação do atual regime de auxílio estatal durante crises. Isso significa que no próximo ano o resgate e reestruturação de bancos vai continuar a ser avaliado com base nas regras atuais".

Mas o comissário alertou os governos que isso não é desculpa para os bancos não colocarem a casa em ordem. "Os bancos devem primeiro tentar se financiar nos mercados, e adotar todas as medidas possíveis antes de recorrem ao uso do apoio público, que deve ser utilizado apenas como um último recurso", afirmou. "Uma prorrogação (das regras especiais) certamente não significa um cheque em branco para bancos e governos". As informações são da Dow Jones.

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