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Como pequenas e médias empresas estão se adaptando ao novo cenário do mercado

Tecnologia e trabalho remoto têm sido fundamentais para garantir o funcionamento das companhias de menor porte durante a pandemia de covid-19

Dell Technologies, Media Lab Estadão
Conteúdo de responsabilidade do anunciante

15 de maio de 2020 | 09h56

A pandemia do novo coronavírus trouxe uma nova realidade para o mercado de trabalho, com o home office se tornando um grande aliado das empresas. “Em poucos dias, as organizações fizeram uma grande adaptação para que suas operações pudessem ter continuidade mesmo com os seus colaboradores em casa”, destaca Michelle Sabino, consultora do Sebrae-SP.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), as vendas online tiveram queda de 19,24% entre 15 e 28 de março, período que marcou o início da quarentena, porém apresentaram crescimento de 47% no mês de abril na comparação com o mesmo período do ano passado. Nesse intervalo, o consumo de internet também apresentou alta de 30%, segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil).

Se por um lado muitas empresas já perceberam que o comércio eletrônico pode ser um grande aliado, por outro lado esbarram na falta de infraestrutura para desenvolver a operação. “O nível de digitalização desses empreendimentos é baixo, pois contam com indicações e clientes que decidem entrar na loja física”, diz Pedro Superti, consultor especializado em diferenciação de negócios. “Com o isolamento social, acabou essa fonte de clientes. Não há mais pessoas caminhando.”

A imersão no mundo digital, bem como a redução de receita por conta da pandemia, trouxe uma série de desafios para os pequenos empreendedores. Primeiro, porque essas firmas não costumam ter departamentos específicos de tecnologia ou de comunicação com o cliente. Depois porque os pequenos negócios tendem a não ter fôlego financeiro para imprevistos e têm mais dificuldades em conseguir financiamentos bancários.

Outra grande dificuldade é adaptar o modelo presencial ao virtual e medir o resultado dos seus profissionais. O professor David Kallás, do Insper, avalia que é importante que haja um espaço reservado na casa para o desenvolvimento do trabalho, por exemplo. “É importante que esse local tenha boa iluminação, boas telas, boas máquinas, boa internet e equipamento mínimo necessário para desenvolver a sua função com qualidade”, diz o professor.

Happy hour virtual

Com todos os 50 funcionários trabalhando no escritório, a UP Consórcios, fintech que atua na área de consórcios, teve que remodelar suas operações para a atuação remota dos profissionais. “Em dois dias, tivemos que transformar 100% da nossa operação em home office”, destaca Lorelay Lopes, head de negócios da empresa.

O primeiro passo, explica a executiva, foi fornecer infraestrutura para os colaboradores. Notebook, celular corporativo, internet com alta velocidade e, em alguns casos, mesas e cadeiras foram alguns dos itens liberados pela companhia para os funcionários.

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Percebemos que era fundamental dar o mínimo de estrutura e conforto,
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destaca Lorelay Lopes

“O passo seguinte foi criar um ambiente de aproximação entre os colaboradores para que, apesar de distantes, eles não se sentissem sozinhos.” Entre as ações para manter essa proximidade, a empresa realiza lives com treinamentos e ginástica laboral, happy hour virtual, karaokê, sessão de cinema e mais recentemente fizeram uma homenagem ao Dia das Mães, com música ao vivo.

“Se a equipe atinge a meta, mandamos pizza na casa desses colaboradores e todos jantamos juntos virtualmente”, conta. Ela garante que a adaptação foi muito rápida e tranquila tanto que a empresa iniciou recentemente um processo seletivo totalmente online para a contratação de quatro pessoas.

A empresa já contabilizou alta de 30% nas vendas de consórcios, especialmente autos e serviços (reforma de casa e cirurgia plástica, por exemplo) desde o início da quarentena, na segunda semana de março, até agora na comparação com o ano passado.

Engajamento e preocupação com o bem-estar

A saúde mental dos seus colaboradores também é uma preocupação para a Megamatte, rede de mate orgânico com 140 lojas. “Realizamos encontros semanais lúdicos, com poesia e música, para os colaboradores e familiares para tirarmos um pouco o foco da crise”, diz Júlio Monteiro, CEO da Megamatte.

Ele conta que, além disso, uma equipe de profissionais da empresa realiza ligação para os colaboradores todos os sábados para bater papo. “Buscamos saber como elas estão, o que têm feito, falamos sobre futebol, filmes, viagens. A ideia é mostrar que estamos perto, apesar do isolamento social”, comenta.

A estratégia tem dado certo e contribuído para o engajamento dos trabalhadores. De acordo com o executivo, cerca de 70% da equipe está mais produtiva, trabalhando com mais qualidade e pontualidade desde que entraram em home office.

A rede preferiu não investir em um aplicativo específico para as vendas e focou sua operação no delivery, com a entrada nas plataformas de refeições e por meio do Whatsapp. Além disso, passou a atuar no sistema take-away, com o cliente indo até a loja para retirar sua compra. O atendimento ocorre na porta, sem a entrada do comprador na unidade.

Conferências e feedbacks online

Atuando com home office entre os seus vendedores de campo desde 2011, a Dell Technologies teve que adaptar o modelo para todos os funcionários da empresa em apenas três dias. Com isso, cerca de 600 colaboradores que só trabalhavam com desktop tiveram seu modelo adaptado para prestar o seu serviço de casa.

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Temos cerca de 3.000 pessoas em trabalho remoto atualmente
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Luciane Dalmolin, diretora de Vendas para Pequenas e Médias Empresas da Dell no Brasil

“Fizemos toda a integração para o home office no dia 18 de março e de lá para cá estamos tendo uma performance excelente. Os gestores também tiveram que mudar - se antes passavam de mesa em mesa para pegar o retorno, hoje isso é feito por meio de ligações e conferência e apresentando um excelente retorno”, diz Luciane Dalmolin.

Tecnologia como aliada

Para as empresárias Natiele Krassmann e Verônica Sella, fundadoras da Criamigos, rede de pelúcias personalizadas, o grande desafio é não perder o encantamento da relação interpessoal mesmo sem estar presente fisicamente, já que o trabalho nas oficinas de costura da empresa era totalmente presencial.

Com o isolamento, elas foram fechadas e a equipe de vendas passou a trabalhar online. Quando os pedidos são realizados, as costureiras fazem todo o processo diretamente das suas casas e vão às lojas apenas para pegar materiais, quando necessário.

“Os equipamentos foram levados para a casa dos colaboradores e adaptamos os sistemas e software para essa nova realidade”, diz Natiele Krassmann. “A tecnologia tem sido uma grande aliada neste processo todo”, complementa Verônica Sella. De acordo com as executivas, o resultado do home office tem sido bastante positivo e a tendência é que ele faça parte da empresa depois que passar o período de isolamento social.

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