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Compra de bônus europeus vai continuar, diz BC chinês

Segundo o vice-presidente do Banco do Povo da China, medida pode ajudar continente a resolver a crise da dívida

Álvaro Campos, da Agência Estado,

22 de setembro de 2011 | 17h19

O vice-presidente do Banco do Povo da China (PBOC, na sigla em inglês), Yi Gang, afirmou que o país vai continuar a comprar dívidas de governos da Europa, o que, segundo ele, pode ajudar um pouco o continente a resolver a crise da dívida soberana.

Falando em um painel durante a reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), Yi Gang disse que os ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais ali reunidos precisam "discutir a situação global e desenvolver um pacote factível que aumente a confiança no mundo". Ele não propôs nenhuma solução específica e outras autoridades afirmam duvidar que a reunião produza qualquer resultado concreto. O representante chinês disse também que a chance de outra recessão global "ainda é limitada".

Yi dirige a Administração Estatal do Câmbio (Safe, na sigla em inglês), que é responsável pelas reservas externas da China, de quase US$ 3,2 trilhões. Segundo ele, uma "parte significativa" dessas reservas são investidas em euro. Questionado se a China iria acelerar o ritmo dessas aquisições, Yi se recusou a responder. Devido ao tamanho do mercado de dívida europeu, diz ele, "nosso investimento é importante, mas só ajuda na margem".

Os governos europeus estão olhando para a China, Brasil e outros países emergente ricos para aumentar seus investimentos nos bônus governamentais, como uma forma de aumentar a confiança do mercado e reduzir as taxas de juros que países debilitados do bloco têm pago para conseguir financiamento. Nicholas Lardy, um acadêmico chinês do Instituto Peterson de Economia Internacional, que estava presente no mesmo painel de Yi, disse que o vice-presidente do banco central parece estar sugerindo que "a China vai continuar a investir na Europa, mas sem mudanças" na proporção de suas reservas dedicadas ao euro. As informações são da Dow Jones.

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