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Compra de carro importado sobe 61,5% até a terceira semana do mês

Movimento já havia ocorrido no mês passado, quando o comércio de automóveis fabricados em outros países registrou alta de 64%

Renata Veríssimo, da Agência Estado,

19 de dezembro de 2011 | 15h49

BRASÍLIA - Para fugir do aumento da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que entrou em vigor na última sexta-feira, as empresas decidiram antecipar as importações de veículos nas três primeiras semanas de dezembro. Segundo os dados divulgados nesta segunda-feira, 19, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as compras de carros importados subiram 61,5% até a terceira semana deste mês em relação à média diária registrada em dezembro de 2010.

Esse movimento de antecipação de importações já havia ocorrido em novembro, quando as compras de automóveis fabricados em outros países cresceram 64% em relação a novembro de 2010. Foi justamente para conter essas importações que o governo anunciou, há cerca de três meses, o aumento de 30 pontos porcentuais no IPI para carros com baixo índice de componentes nacionais. Como a medida não pode entrar em vigor imediatamente, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), as empresas aproveitaram os últimos dias de IPI menor para importarem os veículos.

Também ajudaram a impulsionar as importações este mês as compras externas de adubos e fertilizantes, combustíveis lubrificantes, farmacêuticos e borrachas e obras. A média diária das importações até a terceira semana de dezembro foi de US$ 917,1 milhões, 35,4% acima da média de dezembro de 2010 (US$ 677,1 milhões).

Nas exportações, a média até a terceira semana de dezembro foi US$ 927,9 milhões, apenas 2% maior que em dezembro de 2010 (US$ 909,5 milhões). As vendas externas de produtos manufaturados cresceram 10,4%, puxadas por etanol, automóveis de passageiros, veículos de carga, motores e geradores, açúcar refinado, bombas e compressores e partes de motores para veículos. As exportações de semimanufaturados subiram 2,1%, por conta de borracha sintética, semimanufaturados de ferro e aço, óleo de soja em bruto, açúcar em bruto e madeira serrada. Por outro lado, as vendas de produtos básicos caíram 4,6%, por conta, principalmente, de petróleo, milho em grãos, farelo de soja e minério de ferro.

As exportações somam US$ 11,135 bilhões até a terceira semana de dezembro e as importações, US$ 11,005 bilhões, com saldo positivo de apenas US$ 130 milhões. No ano, as exportações somam US$ 245,047 bilhões, as importações, US$ 218,943 bilhões, com superávit de US$ 26,104 bilhões. A estimativa do MDIC é que a balança feche o ano com um saldo comercial positivo em torno de US$ 27 bilhões.

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