Compra do BVA está próxima, dizem conselheiros do CAOA

Grupo conseguiu um desconto de 65% nas dívidas da instituição e vai investir R$ 2,1 bi em capital novo

Agência Estado

28 de maio de 2013 | 12h53

SÃO PAULO - Após meses de idas e vindas nas negociações, o Grupo CAOA, do empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, deve comprar o Banco BVA. Segundo Eduardo Garcia, conselheiro econômico de Andrade, ele convenceu os credores do banco a aceitarem um desconto de 65% nas dívidas da instituição e está disposto a investir um total de R$ 2,1 bilhões em capital novo.

A CAOA estima que as perdas do BVA cheguem perto de R$ 3 bilhões, segundo Garcia. O banco está sob intervenção do Banco Central desde outubro do ano passado, devido a receios sobre sua posição financeira e a incapacidade de cumprir as regulamentações. De acordo com o conselheiro de Andrade, dos R$ 2,1 bilhões que serão injetados no BVA, cerca de R$ 1,5 bilhão serão usados para pagar os credores e os R$ 600 milhões restantes vão ajudar o banco a continuar operando. Além disso, os R$ 500 milhões que Andrade tem depositados no banco serão convertidos em ações do BVA.

Um acordo final ainda depende da análise de documentos sobre a posição financeira do BVA. "Carlos Alberto está analisando alguns fatores que serão cruciais para sua decisão de comprar o BVA", afirmou Garcia. Uma decisão deve ser tomada em breve, mas não há garantias de que um acordo será assinado nesta terça-feira, 28.

Caso a compra se concretize, Andrade vai mudar o nome do BVA e pretende utilizar o banco para fornecer empréstimos automotivos para os clientes da CAOA. "A CAOA é a única montadora no Brasil que não tem seu próprio banco", comentou Garcia. Além de importar carros, a empresa também está investindo na construção de uma linha de montagem em Goiás. As informações são da Dow Jones.

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