Tiago Queiroz/ Estadão - 17/4/2017
Tiago Queiroz/ Estadão - 17/4/2017

Comunicação em 2022 será mais otimista, prevê VMLY&R

Apesar do avanço da variante Ômicron, a agência vê tendência de a criatividade refletir um espírito mais leve da população

André Jankavski, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2022 | 05h00

O ano começou de um jeito que nenhum brasileiro gostaria, com explosão do número de casos de covid-19 e o receio de que iremos reviver todos os maus momentos da pandemia novamente. Porém, como no mundo as mortes não estão seguindo o mesmo ritmo, graças ao avanço da vacinação, é possível começar a ver o copo meio cheio de que o mundo avança para uma solução. Por isso, na visão Rafael Pitanguy, vice-presidente de criação da agência VMLY&R, é provável que um clima de otimismo seja mais comum até o fim do ano – e a comunicação deve caminhar na mesma direção.

“Acredito que a tendência da criatividade no novo ano é refletir esse espírito, mais alegre e esperançoso, embora sigamos atentos aos avanços da Ômicron”, diz Pitanguy.

Uma coisa que não deve mudar em 2022 em relação a outros anos, no entanto, são as comunicações voltadas para a transformação social do País, na visão do executivo. 

Ele dá o exemplo da campanha “Eu Sou”, criada pela VMLY&R para a Starbucks Brasil. A ação usou o gancho da possibilidade de a pessoa escolher qualquer nome para ser escrito em seu copo de café para transformar uma das cafeterias em um cartório. 

O motivo: pessoas trans poderiam mudar os seus nomes de nascimento sem custo e nenhum tipo de preconceito. A ideia foi chamar a atenção para o problema que a comunidade trans passa no País e para a felicidade que essas pessoas têm ao poder optar por utilizar o nome que escolheram para si. 

A ação foi uma das premiadas do Brasil no último ano, tendo conquistado o primeiro Grand Prix (Grande Prêmio) de Glass do País no Festival de Cannes, uma das categorias mais importantes e disputadas do tradicional evento. 

“A necessidade de as marcas assumirem papéis sociais de fato atuantes também se tornou ainda mais latente. Saímos definitivamente da fase do discurso para a da ação, e isso trouxe ainda mais vigor para a indústria criativa”, diz Pitanguy. 

Tendências

Além disso, a VMLY&R está de olho nas mudanças de hábitos na pandemia. Um exemplo é o e-commerce: se antes o comércio eletrônico mal chegava a 5% do total de vendas do varejo brasileiro, as vendas pela internet já representam cerca de 12% – com a tendência de alta

Além disso, o executivo chama a atenção para o crescimento dos streamings, os novos modelos de prestação de serviço, como os vistos nas áreas de educação e saúde, e no próprio entretenimento. 

“Foi o ano das telas, tanto nas nossas dinâmicas pessoais quanto nas relações entre marcas e consumidores”, afirma. 

Porém, Pitanguy sabe que não dá apenas para ficar otimista diante dos problemas econômicos e sociais no Brasil. Mais do que isso, o publicitário chama a atenção para os antagonismos que são vistos pelo País hoje, que devem ser ainda mais acentuados com a aproximação das eleições presidenciais

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