Conab eleva produção de café do Brasil em 09/10

A safra 2009/10 de café do Brasil deverá alcançar 39,5 milhões de sacas de 60 kg, previu nesta quarta-feira a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), que revisou para cima sua projeção para a temporada.

REUTERS

16 de dezembro de 2009 | 09h57

Em setembro, a Conab havia estimado a safra de café do Brasil em 39 milhões de sacas. A colheita 09/10 já foi encerrada.

Em relação ao último ano de baixa do ciclo de produção do café arábica (2007/08), o Brasil elevou expressivamente a sua colheita em 09/10, também de bianualidade negativa. Em 07/08, o Brasil colheu 33,7 milhões de sacas.

"Comparando-se aos últimos dez anos, este é o melhor resultado alcançado entre os biênios de baixa", destacou a Conab em um relatório.

Na safra passada (08/09), ano de alta de produção do arábica, o Brasil produziu ao todo 46 milhões de sacas de café.

A produção de arábica em 09/10 foi estimada em 28,8 milhões de sacas, ante 28,4 milhões de sacas na previsão de setembro e contra 35,4 milhões de sacas em 08/09.

A produção do robusta do país em 09/10 foi mantida em 10,6 milhões de sacas, inalterada ante a previsão de setembro, mas isso representou uma queda em relação à temporada anterior, quando o Brasil colheu 11 milhões de sacas.

QUALIDADE INFERIOR

Embora o Brasil tenha colhido em 09/10 um volume maior do que costuma colher em anos de baixa do ciclo do arábica, a qualidade foi prejudicada pelas chuvas.

Contribuiu para este quadro, segundo a Conab, o regime de chuvas irregulares --o inverno foi mais chuvoso que o normal-- e as temperaturas elevadas.

"As altas precipitações pluviométricas dos últimos meses, coincidindo com as fases de maturação e colheita do grão, comprometeram os processos de colheita e secagem, resultando em um maior volume de café com qualidade inferior", afirmou a estatal.

A produção do café arábica respondeu por 73,1 por cento da produção total do país. Minas Gerais segue como o principal Estado do Brasil, com 19,6 milhões de sacas, ou 68,08 por cento do total.

Já o café robusta, ou conilon, respondeu por 26,9 por cento da colheita nacional, O Espírito Santo é o maior produtor dessa espécie, com 7,6 milhões de sacas, seguido por Rondônia (1,55 milhão) e Bahia (542 mil).

O robusta, diferentemente da arábica, não sofre com o fenômeno da bienalidade.

Os cafezais ocuparam uma área produtiva de 2,09 milhões de hectares, redução de 3,54 por cento ante a safra passada. Com isso, pelo menos 76,89 mil hectares deixaram de ser cultivados.

A pesquisa de campo da Conab foi realizada no período de 23 de novembro a 4 de dezembro, nos principais Estados produtores.

(Por Roberto Samora)

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