Conab: governo quer vender mais alimentos da agricultura familiar

Brasília, 1º - O governo quer intensificar as vendas de alimentos da agricultura familiar para o Programa Mundial de Alimentos (PMA), informou hoje o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Luís Carlos Guedes Pinto. O programa, elaborado pela ONU, tem por objetivo dar ajuda humanitária a populações famintas de todo o mundo. Em 2003, o PMA gastou US$ 634,2 milhões com a compra de 2,7 milhões de toneladas de alimentos, principalmente milho, sorgo, óleos vegetais, feijão, sal e açúcar. Esses alimentos beneficiaram, no ano passado, cerca de 110 milhões de pessoas afetadas pela fome ou pela desnutrição em 82 países. A necessidade de ajuda a pessoas necessidades tem aumentado nos últimos anos. Em 2002, a ONU gastou US$ 634,2 milhões com as compras de alimentos, num volume de 1,5 milhão de toneladas. O Brasil, explicou Guedes sem citar dados, fornece muito pouco para o programa. Para intensificar a venda de alimentos da agricultura familiar para a ONU, acontece até quarta-feira, 3, na sede da Conab, em Brasília, seminário internacional para debater o assunto. Guedes Pinto lembrou que o governo, via Conab, compra alimentos da agricultura familiar. Desde o ano passado, o programa beneficiou 60 mil famílias, com compras de milho, feijão, farinha de mandioca, castanha de caju, arroz e leite em pó. As principais aquisições foram de milho, com 4 mil toneladas. O representante do PMA para a América Latina, Omar Bula Escobar, disse que é interesse da ONU aumentar as compras de alimentos produzidos no País e lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido, em várias oportunidades, a criação de uma aliança mundial para combate à fome. Ele lembrou que o assunto será tratado, no próximo dia 20, quando Lula se reúne, em Nova York, com outros dirigentes mundiais e da ONU.

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