Condições de financiamento na França estão ‘satisfatórias’, diz ministro

Para François Baroin, do Ministério das Finanças francês, volatilidade é exclusiva do mercado secundário e taxas pagas pelo país no mercado primário são 'favoráveis'

Gabriel Bueno, da Agência Estado,

17 de novembro de 2011 | 14h43

O ministro das Finanças da França, François Baroin, defendeu nesta quinta-feira, 17, a posição do país nos mercados de bônus, dizendo que as condições estão "satisfatórias" e as taxas que o país paga para emprestar são "favoráveis".

Em um leilão de bônus mais cedo, a França teve de pagar yields (retornos ao investidor) mais altos para financiar sua dívida, incluindo 3,332 bilhões de euros em bônus com vencimento em julho de 2016, com yield médio de 2,82%. No leilão anterior, o yield havia sido de 2,31%.

"No mercado primário, nossos leilões estão ocorrendo em condições satisfatórias", afirmou Baroin ao Senado francês, notando que as taxas que o país paga agora são similares às de leilões da dívida realizados em abril.

Na semana passada, a França se viu no olho da tormenta da crise da dívida da zona do euro, com o spread (prêmio) do swap de default de crédito (CDS, na sigla em inglês) do país subindo acima de 200 pontos-base. Os spreads recuaram e estavam agora em torno de 174 pontos-base.

"A situação nos mercados financeiros é complexa, há tensões e a França não é poupada", disse Baroin. Mas ele insistiu que a volatilidade está confinada ao mercado secundário e as taxas pagas pela França no mercado primário são "favoráveis".

Baroin disse que os mercados continuam a confiar na França, por causa do compromisso do governo em cumprir suas metas de redução do déficit. O ministro também disse que o gasto com consumo - que representa mais da metade do Produto Interno Bruto (PIB) da França - continuará a subir em 2012 no mesmo ritmo que este ano. As informações são da Dow Jones.

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