Conexão e sustentabilidade, os pilares da mobilidade do futuro
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Conexão e sustentabilidade, os pilares da mobilidade do futuro

Painel patrocinado pela Stellantis no Summit Mobilidade Urbana 2022 abordou os desafios do mercado automobilístico diante da evolução tecnológica e das metas de descarbonização

Stellantis, Estadão Blue Studio
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29 de maio de 2022 | 07h00

A Stellantis acredita que a combinação harmônica entre tecnologia e sustentabilidade definirá os rumos da indústria automobilística. Por isso, a empresa – formada pela união da Fiat Chrysler com a Peugeot Citroën – tem investido fortemente no desenvolvimento e na integração desses dois pilares.

“Estamos diante de um grande desafio, pois é preciso conciliar a evolução tecnológica com as demandas por sustentabilidade, aspectos que estarão cada vez mais interligados”, disse João Irineu Medeiros, Diretor de Assuntos Regulatórios e Compliance de Produto da Stellantis para a América do Sul, durante o painel “Soluções para uma mobilidade sustentável”, parte da programação do Summit Mobilidade Urbana 2022.

Em busca de soluções para liderar o desenvolvimento de uma mobilidade mais sustentável, a Stellantis está investindo globalmente 30 bilhões de euros, até 2025, na eletrificação dos seus produtos e no desenvolvimento de software.

Há também uma série de ações ao longo de todo o ciclo de vida do produto, que incluem novas iniciativas de economia circular, em processo denominado “do berço ao berço”. Mesmo depois de encerrado seu ciclo de vida, de cerca de duas décadas, o automóvel torna-se fonte de matérias-primas para outros produtos e processos, contribuindo novamente para a geração de valor e empregos.

Caminhos múltiplos

O outro convidado do painel, Besaliel Soares Botelho, presidente da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), enfatizou que o momento é de grande transformação para a indústria automobilística nacional e global. “Temos nos preparado aqui no Brasil para esses novos tempos. Uma das características da nossa engenharia é a criatividade para encontrar caminhos, algo que será cada vez mais importante”, afirmou Botelho.

Ele mencionou, como exemplos positivos, o trabalho consistente dos centros de pesquisa das montadoras e dos sistemistas (fabricantes de autopeças), além da existência de uma série de projetos da indústria automotiva em parceria com universidades.

Há também programas como o Rota 2030, concebido pela iniciativa privada e acolhido pelo governo federal para incentivar projetos de Pesquisa & Desenvolvimento em toda a cadeia do setor, e o RenovaBio, política de incentivo aos biocombustíveis, como etanol, biodiesel, biometano e bioquerosene.

Botelho lembrou que a AEA foi constituída há 37 anos com o intuito de fortalecer o mercado local, mas hoje toda a capacidade da engenharia brasileira está voltada ao grande desafio global de reduzir a zero as emissões de carbono. “Não existe uma solução única para que essa meta seja alcançada.

É preciso ter iniciativas diversificadas, com várias tecnologias inovadoras em todos os modais. Isso passa por uma engenharia local competente e pelo treinamento de novos players, principalmente na rede de fornecedores”, descreveu o presidente da AEA.

Metas ambiciosas

Os participantes do painel lembraram que o Brasil assumiu na COP-26 – conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças do clima, realizada no final do ano passado em Glasgow, na Escócia – o compromisso de reduzir as emissões de CO2 em 50% até 2030 e zerar até 2050. “Todos os setores fazem parte desse compromisso, inclusive a indústria automotiva”, ressaltou Botelho.

A Stellantis definiu metas ainda mais ambiciosas. De acordo com o plano global da empresa anunciado recentemente, o Dare Forward 2030, a descarbonização completa do ciclo produtivo se dará até 2038, com 50% até 2030.

As operações da empresa no Brasil já apresentam avanços concretos em direção à descarbonização. Um exemplo é o Polo Automotivo Stellantis Goiana, que recebeu o certificado de Carbono Neutro no início de 2021, tornando-se o primeiro complexo industrial multiplantas carbono neutro da América Latina.

A planta principal é neutra desde 2017 e o parque de fornecedores se juntou a ela em 2021. A fábrica de motores de Betim (MG), a unidade de motores de Campo Largo (PR) e outras três plantas de componentes já são neutras em emissões.

Há também uma série de iniciativas que vão além dos muros das indústrias. Tanto em Pernambuco quanto em Minas Gerais, a empresa desenvolve ações de economia circular em parceria com instituições locais, transformando resíduos da produção de veículos em produtos que geram emprego e renda.

Vantagem comparativa

A Stellantis avança no desenvolvimento de veículos com propulsão elétrica, tendência dominante no setor automotivo mundial. Entre os lançamentos elétricos e híbridos já feitos no Brasil pela empresa, estão o Fiat 500e, o Peugeot e-208 GT, os utilitários Peugeot e-Expert e Citroën Ë-Jumpy, além do novo Jeep Compass 4xe híbrido plug-in, que chegou em abril como o primeiro híbrido da Jeep lançado no País.

A projeção é de que, em 2030, 100% das vendas da empresa na Europa serão de veículos elétricos, índice que chegará a 50% nos Estados Unidos e 20% no Brasil. Ao contrário do que pode parecer à primeira vista, não é uma notícia negativa para o Brasil. Trata-se do reflexo de um privilégio conquistado.

Por aqui, a eletrificação evoluirá principalmente no modo híbrido em combinação com o etanol, combustível limpo que se tornou um grande sucesso brasileiro, consolidado como vantagem comparativa.“O Brasil participará do jogo da mobilidade mundial com uma rota tecnológica bem equilibrada do ponto de vista social, econômico e ambiental. Esses três elementos precisam ser conciliados para que possamos chegar às melhores decisões”, disse João Irineu Medeiros, Diretor de Assuntos Regulatórios e Compliance de Produto da Stellantis para a América do Sul.

Reformulação ampla

Cada vez mais, o carro será pensado como uma plataforma móvel e conectada, parte de novas soluções para as pessoas e para as cidades. Assim como ocorreu com os smartphones, os veículos estão chegando à nuvem, um ambiente de ampla conectividade, que proporciona infinitas possibilidades.

Com isso, produtos que durante muito tempo tiveram apenas a função de transporte ganharão novas atribuições, relacionadas a vários outros aspectos da vida, a exemplo de compras, lazer e entretenimento.Essas mudanças serão amplas e envolverão não apenas os aspectos mecânicos e tecnológicos dos veículos, mas também a reformulação do design, tanto o externo quanto o interno, com valorização crescente do conforto, preparação para os futuros veículos 100% autônomos.

“O desafio é fazer com que a engenharia automotiva brasileira cresça nessa jornada, que é uma jornada de longo prazo”, enfatizou Botelho. Assim, embora a eletrificação de veículos tenha sido desenvolvida no exterior, o Brasil tem muito a contribuir no aprimoramento dessa nova tecnologia de propulsão, inclusive no que diz respeito à produção de baterias, aspecto decisivo para torná-la predominante, observou o presidente da AEA.

Por tudo o que foi descrito, a Stellantis consolida-se, cada vez mais, como uma tech car company. Esse conceito se refere a uma empresa que aplica tecnologia de ponta na busca por soluções, com resultados cada vez mais sustentáveis. “É um processo que certamente será extremamente positivo para a indústria e a pesquisa nacionais”, comentou Botelho.

 

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