Confiança da indústria aprofunda queda e recua 1,2% em maio

Esta foi a quinta queda consecutiva do indicador, que acumula retração de 4% este ano até maio

Alessandra Saraiva, da Agênica Estado,

31 de maio de 2011 | 08h30

O Índice de Confiança da Indústria (ICI), indicador-síntese da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação, aprofundou trajetória de queda e mostrou recuo de 1,2% em maio ante abril, segundo informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No mês passado, o índice caiu 1,1% contra março.Esta foi a quinta queda consecutiva do indicador, que acumula retração de 4% este ano até maio.

Os dados atualizados do índice mostram que, de abril para maio, o indicador caiu de 111,2 pontos para 109,9 pontos, na série com ajuste sazonal. Este foi o menor nível apurado para a confiança da indústria desde novembro de 2009 (109,6 pontos).  O ICI é um indicador cujo cálculo é baseado em cinco tópicos da Sondagem da Indústria. A partir das respostas destes tópicos, a FGV elabora o resultado do índice dentro de uma escala que vai até 200 pontos, sendo que o desempenho do indicador é de queda ou de elevação se a pontuação total das respostas fica abaixo ou acima de 100 pontos, respectivamente.

O ICI é composto por dois sub-indicadores. O primeiro é o Índice da Situação Atual (ISA) que teve queda de 1,7% em maio após subir 0,4% em abril, nos dados atualizados na série com ajuste sazonal. O segundo componente do ICI é o Índice de Expectativas (IE), que apresentou taxa negativa de 0,6% este mês, após cair 2,4% em abril.

Na comparação com maio do ano passado, o ICI registrou queda de 4,8% esse mês, recuo mais forte do que a taxa negativa de 3,4% apurada em abril, no mesmo tipo de comparação, nos dados sem ajuste sazonal.

Ainda na comparação com maio do ano passado, houve quedas de 6,2% e de 3,4%, respectivamente para o índice de Situação Atual e para o indicador de Expectativas, em maio deste ano.

O levantamento para cálculo do índice foi entre os dias 3 e 26 deste mês, em uma amostra de 1.188 empresas informantes.

Capacidade instalada

O Nível de Utilização de Capacidade Instalada (Nuci) da indústria com ajuste sazonal manteve-se estável entre abril e maio, e registrou patamar de 84,4% este mês, resultado idêntico ao apurado no mês passado.

Ainda segundo a fundação, o nível de utilização de capacidade instalada em maio atingiu o menor nível em 14 meses. É o que mostrou o Nuci em termos de média móvel trimestral, que atingiu em maio patamar de 84,4%, o mais baixo desde março de 2010 (84,0%).

Ainda segundo a fundação, na série de dados sem ajuste sazonal, o nível de uso de capacidade em maio foi de 84,1%, patamar superior ao apurado em abril, quando atingiu 84,0%, nesta mesma série, e o mais elevado desde dezembro do ano passado (85,3%). 

Momento atual e futuro

A avaliação dos empresários sobre o momento atual é a pior em 18 meses; já as expectativas dos industriais quanto ao futuro são as menos otimistas em 20 meses. É o que mostrou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV) ao anunciar o Índice de Confiança da Indústria (ICI).

O ICI é dividido em dois sub-indicadores, calculados em uma escala que vai até 200 pontos. O primeiro é o Índice de Situação Atual (ISA), que recuou de 113,5 pontos para 111,6 pontos de abril para maio, o menor nível desde novembro de 2009 (108,1 pontos). Já o Índice de Expectativas (IE) desacelerou de 109,0 pontos para 108,3 pontos no período, o mais baixo desde setembro de 2009 (103,8 pontos).

O universo do ICI abrange 1.188 empresas consultadas. Ao justificar o cenário negativo apurado tanto nas respostas dos empresários sobre o presente  quanto nas relacionadas ao futuro, a FGV informou que, no caso da avaliação sobre o momento atual, a satisfação com o ambiente dos negócios voltou a cair em maio, na comparação com o mês anterior, após evoluir favoravelmente nos dois meses anteriores. A fatia das empresas pesquisadas que classificam como boa a atual situação dos negócios diminui de 33,2% para 32,2% de abril para maio; já a parcela das companhias que a avaliam como fraca subiu de 9,2% para 10,4% no mesmo período.

Sobre a piora nas expectativas dos empresários, a FGV informou que todos os quesitos que compõem o IE apresentaram queda em maio. Entre os destaques negativos está a estimativa para a produção futura.  O indicador que mede o grau de otimismo com a evolução da produção nos três meses seguintes caiu para 126,0 pontos em maio, o menor desde abril de 2010 (125,2 pontos).

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