Confiança da indústria aumentou 1,9% de janeiro para fevereiro

Indíce da FGV atinge maior nível desde dezembro de 2007; uso da capacidade avançou para 84%

Alessandra Saraiva, da Agência Esrato,

26 de fevereiro de 2010 | 08h43

O Índice de Confiança da Indústria (ICI), indicador-síntese da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação, subiu 1,9% em fevereiro ante janeiro, segundo informou há pouco a Fundação Getúlio Vargas (FGV).  A taxa é bem mais intensa do que a apurada no mês passado, quando o ICI subiu 0,2% ante dezembro do ano passado.

 

O ICI é um indicador cujo cálculo é baseado em cinco tópicos da Sondagem da Indústria. A partir das respostas destes tópicos, a FGV elabora o resultado do índice dentro de uma escala que vai de 0 a 200 pontos, sendo que o desempenho do indicador é de queda ou de elevação se a pontuação total das respostas fica abaixo ou acima de 100 pontos, respectivamente.

Os dados atualizados do índice mostram que, de janeiro para fevereiro, o indicador subiu de 113,6 pontos para 115,8 pontos, na série com ajuste sazonal, o maior nível desde dezembro de 2007, quando atingiu 116,0 pontos.

Na comparação com fevereiro do ano passado, o ICI registrou alta de 54,3% esse mês, aumento menos intenso do que a taxa positiva de 56,0% registrada em janeiro, no mesmo tipo de comparação, nos dados sem ajuste sazonal.

 

O ICI é composto por dois indicadores. O primeiro é o Índice da Situação Atual (ISA), que teve alta de 0,7% em fevereiro, em comparação com a alta de 0,6% em janeiro, nos dados atualizados na série com ajuste sazonal. O segundo componente do ICI é o Índice de Expectativas (IE), que apresentou aumento de 3,3% em fevereiro, em comparação com a queda de 0,3% no primeiro mês do ano.

 

Na comparação com fevereiro do ano passado, nos dados sem ajuste sazonal, houve aumentos de 46,3% e de 63,8%, respectivamente para o índice de Situação Atual e para o indicador de Expectativas, em fevereiro deste ano.

 

O levantamento para cálculo do índice foi entre os dias 2 e 23 deste mês, em uma amostra de 1.056 empresas informantes.

 

Uso da capacidade

 

No desdobramento dos componentes do indicador,  o Nível de Utilização de Capacidade Instalada (Nuci) da indústria alcançou 84,0% em fevereiro, em termos ajustados sazonalmente. Segundo a FGV, o patamar de Nuci foi maior do que o registrado em janeiro, de 83,8%, na série com ajuste sazonal.

Segundo a FGV, o Nuci de fevereiro na série com ajuste é o maior desde outubro de 2008, quando o patamar de uso de capacidade da indústria alcançou 85,1%. A fundação também informou que, entre as categorias de uso, os bens de consumo e os intermediários tiveram ligeiras quedas em seus Nucis de fevereiro.

Em seu comunicado divulgado há pouco, a entidade não revelou os patamares de utilização de capacidade destes dois segmentos, em fevereiro.  Já o nível de uso de capacidade do setor de bens de capital continuou avançando, ao passar de 82,0% para 82,9%, de janeiro para fevereiro deste ano.

Ainda segundo a fundação, na série de dados sem ajuste sazonal, o nível de uso de capacidade em fevereiro foi de 83,1%, patamar superior ao apurado em janeiro, quando atingiu  82,1%.

 

Empresários estão otimistas

 

De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o nível das expectativas do empresariado atingiu, em fevereiro, o maior patamar da série histórica do ICI, iniciada em abril de 1995.

 

Em seu comunicado, a fundação informou que as previsões das indústrias para os próximos meses são favoráveis em todos os quesitos que tratam do futuro. O destaque ficou por conta das previsões de emprego, que alcançaram o melhor nível desde julho de 1986. Ainda de acordo com a entidade, das 1.056 empresas consultadas em fevereiro, 31,3% pretendem aumentar o total de pessoal ocupado na empresa no trimestre fevereiro-abril; e apenas 3,0% preveem demissões.

 

A FGV informou ainda que o indicador que mede o grau de satisfação das empresas com o ambiente atual dos negócios também ajudou a formar o resultado de elevação do ICI. De acordo com a fundação, a fatia de empresas pesquisadas que avaliam a atual situação dos negócios como boa passou de 35,0% para 32,0%, de janeiro para fevereiro. Mas o porcentual de empresas entrevistadas que consideram como fraco o momento atual de negócios diminuiu em maior magnitude, de 11,5% para 8,0%, no mesmo período.

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