Confiança da indústria cai pelo 6º mês seguido, diz FGV

Índice de Confiança da Indústria manteve a trajetória de queda e recuou 2,5% em junho

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

30 de junho de 2011 | 08h20

O Índice de Confiança da Indústria (ICI), da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação, manteve a trajetória de queda e recuou 2,5% em junho, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Foi a sexta queda consecutiva do ICC. Em maio, o indicador caiu 1,2% ante abril. De maio para junho, o indicador passou de 109,9 pontos para 107,1 pontos, na série com ajuste sazonal. Este é o menor nível da confiança da indústria desde outubro de 2009 (107,0 pontos).

O ICI é composto por dois indicadores. O primeiro é o Índice da Situação Atual (ISA), que caiu 3,5% em junho após mostrar queda de 1,7% em maio. Com o resultado, o ISA atingiu o pior nível desde outubro de 2009. O segundo componente do ICI é o Índice de Expectativas (IE), que cedeu 1,7%, em comparação com a queda de 0,6% em maio, e registra em junho o patamar mais baixo desde setembro de 2009.

A queda na confiança da indústria em junho foi influenciada pela piora nas avaliações dos empresários quanto ao momento presente. Segundo a fundação, das 1.146 empresas consultadas, o porcentual de companhias que consideram a atual situação dos negócios como boa caiu de 32,2% para 26,5%, de maio para junho; já a parcela das que a avaliam como fraca aumentou de 10,4% para 12,7%, no mesmo período.

Na comparação com junho do ano passado, o ICI registrou queda de 7,3% esse mês, recuo mais intenso do que a taxa negativa de 4,8% apurada em maio, no mesmo tipo de comparação. Ainda na comparação com junho do ano passado, houve quedas de 9,8% e de 4,6%, respectivamente para o índice de Situação Atual e para o indicador de Expectativas, em junho deste ano.

As perspectivas para o emprego industrial também se tornaram menosfavoráveis. A parcela de empresas que pretendem ampliar o quadro depessoal no trimestre junho-agosto recuou de 32,8% para 30,2%, de maiopara junho. No mesmo período, subiu de 10,1% para 11,3% a fatia deempresas que apostam em cortes de vagas, para o mesmo trimestre.

O ICI é elaborado a partir de cinco tópicos da Sondagem da Indústria. A partir das respostas destes tópicos, a FGV elabora o resultado do índice que vai até 200 pontos, sendo que o desempenho do indicador é de queda ou de elevação se a pontuação total das respostas fica abaixo ou acima de 100 pontos, respectivamente. O levantamento para cálculo do índice foi entre os dias 2 e 27 deste mês, em uma amostra de 1.146 empresas informantes.

Capacidade instalada

O Nível de Utilização de Capacidade Instalada (Nuci) da indústria com ajuste sazonal ficou em 84,3% em junho, após registrar patamar de 84,4% em maio.

A FGV informou ainda que, na análise de média móvel trimestral, o Nuci permaneceu em 84,4% pelo terceiro mês consecutivo, em junho.

Ainda segundo a fundação, na série de dados sem ajuste sazonal, o nível de uso de capacidade em junho foi de 84,1%, idêntico ao apurado em maio, nesta mesma série.

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