Confiança do consumidor cai 2,4% em maio, diz FGV

Desconfiança em relação ao cenário futuro da economia foi determinante para a queda

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

25 de maio de 2011 | 09h35

A trajetória de queda na confiança do consumidor se intensificou em maio.  É o que revelou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV) ao divulgar o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que mostrou queda de 2,4% em maio ante abril, recuo mais forte do que o mostrado no mês passado, quando o indicador teve taxa negativa de 1,6% ante mês anterior, na série com ajuste sazonal.

Foi a terceira queda consecutiva do indicador, neste tipo de comparação.

Com o resultado, o desempenho do ICC, que é calculado dentro de uma escala de pontuação de até 200 pontos (sendo que, quando mais próximo de 200, maior o nível de confiança do consumidor), foi de 118,2 pontos para 115,4 pontos de abril para maio.

Em seu comunicado, a fundação informou que, em maio, houve piora tanto nas avaliações do consumidor sobre o momento atual quanto nas expectativas do brasileiro para os meses seguintes. O ICC é dividido em dois indicadores. O Índice de Situação Atual (ISA) mostrou queda de 2,4% este mês após mostrar taxa negativa de 3% em abril. Já o Índice de Expectativas (IE) também mostrou recuo de 2,4% em maio após apresentar queda de 0,5% em abril.

Ainda segundo a fundação, o ICC caiu 1,2% em maio deste ano, na comparação com igual mês em 2010. No mês passado, o indicador nesta comparação avançou 2,1% ante abril de 2010.

A desconfiança do consumidor em relação ao cenário futuro da economia foi determinante para a queda de 2,4% no ICC em maio. De acordo com a fundação, a parcela de consumidores entrevistados que apostam em melhora na situação econômica local nos próximos meses diminuiu de 26,4% para 21,4% de abril para maio - sendo que, no mesmo período, aumentou de 19,8% para 21,6% o porcentual de pesquisados que apostam em piora.

Ainda segundo a fundação, nas respostas relacionadas ao cenário atual, houve uma piora na percepção do consumidor quanto ao ambiente econômico em geral no momento presente, pelo segundo mês consecutivo. A fatia de consumidores que avaliam a situação econômica local no momento como boa diminuiu de 29,2% para 25,8% de abril para maio. Já o porcentual de consumidores que a classificam como ruim aumentou de 21,2% para 21,8%, no mesmo período.

O universo de pesquisados para cálculo do ICC abrange amostra de mais de 2.000 domicílios, em sete capitais, com entrevistas realizadas entre os dias 2 e 20 de maio.

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