Confiança do consumidor cai 2,8% em junho

As avaliações dos consumidores sobre o momento atual e o otimismo em relação aos meses seguintes pioraram pelo segundo mês consecutivo, segundo a FGV

Daniela Amorim, da Agência Estado,

25 de junho de 2012 | 11h05

RIO - O consumidor voltou a ficar com humor negativo este mês. É o que revelou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) ao divulgar o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que mostrou queda de 2,8% em junho ante maio, após já ter caído 1,2% em maio contra abril, na série com ajuste sazonal. Com o resultado, o desempenho do indicador, que é calculado dentro de uma escala de pontuação de até 200 pontos (quanto mais próximo de 200, maior o nível de confiança do consumidor), passou de 127,1 pontos para 123,5 pontos de maio para junho.

Em seu comunicado, a fundação informou que as avaliações sobre o momento atual e o otimismo em relação aos meses seguintes pioraram pelo segundo mês consecutivo. O ICC é dividido em dois indicadores. Na passagem de maio para junho, o Índice da Situação Atual (ISA) caiu 4,4%, ao passar de 145,5 pontos para 139,1 pontos. Já o Índice de Expectativas recuou 1,8%, de 117,0 pontos para 114,9 pontos.

A satisfação dos consumidores com a situação econômica local também diminuiu pelo segundo mês consecutivo, passando de 116,7 pontos em maio para 110 pontos em junho, uma queda de 5,7%, para o menor nível desde fevereiro (107,4 pontos). A fatia de consumidores que avaliam a situação como boa diminuiu de 31,5% para 27,7% entre maio e junho, enquanto a dos que a julgam ruim aumentou de 14,8% para 17,7%.

O indicador que mede a expectativa do consumidor em relação à situação econômica local nos seis meses seguintes foi o que mais contribuiu para a queda do ICC em junho. O recuo foi de 5,9%, ao passar de 124,4 pontos para 117,1 pontos no período. A parcela de consumidores que vê um ambiente melhor nos meses seguintes passou de 36,5% para 33,1%, enquanto a que prevê uma piora aumentou de 12,1% para 16,0%.

Segundo a fundação, o ICC caiu 4,6% em junho na comparação com igual mês de 2011. No mês passado, o indicador tinha recuado de forma mais intensa nesta comparação, com variação de -9,7% em maio ante maio de 2011. O levantamento abrange amostra de mais de 2 mil domicílios, em sete capitais, com entrevistas entre os dias 1 e 20 de junho.

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