Confiança do consumidor cresce após 2 meses de queda

O ICC acelerou de 114,7 pontos em setembro para 115,2 pontos em outubro

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

27 de outubro de 2011 | 08h36

Após dois meses em queda, a confiança do consumidor voltou a avançar. É o que mostrou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV) ao divulgar o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que subiu 0,4% em outubro ante setembro, após registrar recuo de 3,4% no mês passado ante o mês anterior. Em agosto, o ICC caiu 4,6% ante julho.

Calculado dentro de escala até 200 pontos (quando mais próximo de 200, maior o nível de confiança do consumidor), o ICC acelerou de 114,7 pontos em setembro para 115,2 pontos em outubro. O levantamento abrange amostras de mais de 2 mil domicílios, em sete capitais, com entrevistas realizadas entre os dias 3 e 24 de outubro.

Para a FGV, o índice dá sinais de acomodação, com nível próximo ao de maio de 2011 (115,4 pontos). No entanto, a fundação ressaltou que, no indicador de média móvel trimestral, usado para mensurar tendências, o ICC continuou a mostrar sinais negativos.

Na margem, o índice em outubro apresentou cenário menos pessimista do que o de setembro. O Índice da Situação Atual (ISA), um dos dois componentes do ICC, caiu 1,6% em outubro - mas esta queda é menos intensa do que a apurada em setembro (-4,1%). Já o Índice de Expectativas (IE) subiu 1,9% este mês, ante queda de 2,9% em setembro.

Na comparação com outubro do ano passado, o ICC caiu 4,5% este mês. Em setembro, o indicador caiu de forma mais intensa nesta comparação, com recuo de 6,7% ante igual mês no ano passado.

Finanças familiares

O otimismo quanto às finanças familiares nos próximos meses conduziu à melhora do ICC de outubro, que subiu 0,4%, após cair 3,4% em setembro. Em um universo de mais de 2.000 domicílios pesquisados, a parcela de entrevistados que esperam melhora nas finanças nos seis meses seguintes subiu de 28,7% para 35,8% de setembro para outubro. Já a dos que esperam piora também subiu, mas em menor magnitude: de 3,5% para 5,8%.

Mas segundo a FGV, apesar da melhora na confiança do consumidor quanto ao futuro, em outubro o IE ainda inspira atenção. A FGV chamou atenção para o fato de que o IE, um dos dois sub-indicadores componentes do ICC, ficou em 106,2 pontos este mês (em uma escala de até 200 pontos). Este patamar é inferior à média histórica de 107,7 pontos do índice. Ou seja: na prática, este desempenho indica postura ainda pessimista por parte do consumidor brasileiro.

Nas respostas relacionadas ao presente, houve piora na satisfação do consumidor quanto às suas finanças no momento atual. A fatia de consumidores que avaliam a situação como boa subiu de 27,0% para 27,9% de setembro para outubro; mas a parcela dos que a julgam ruim aumentou em maior magnitude, de 9,6% para 11%.

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