Confiança do consumidor recua 1,6% em abril

Indicador atingiu o menor nível desde maio do ano passado, quando o índice atingiu 116,8 pontos

Daniela Amorim, da Agência Estado,

27 de abril de 2011 | 08h29

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) recuou 1,6% em abril, em relação ao mês anterior, após registrar queda de 2% em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal, informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Com o resultado, o desempenho do indicador, que é calculado dentro de uma escala de pontuação de até 200 pontos passou de 120,1 pontos para 118,2 pontos de março para abril. Este é o menor nível desde maio do ano passado, quando o índice atingiu 116,8 pontos. Quanto mais próximo de 200, maior o nível de confiança do consumidor.

Em seu comunicado, a FGV informou que as avaliações sobre o momento atual pioraram, enquanto as expectativas para os meses seguintes se mantiveram relativamente estáveis. O ICC é dividido em dois indicadores: o Índice da Situação Atual (ISA) e o Índice de Expectativas (IE). O ISA caiu 3,0%, de 145,0 para 140,6 pontos - o menor patamar desde outubro de 2010, quando marcou 139,9 pontos. Já o IE, que havia recuado 3,8% em março, caiu 0,5% em abril, de 106,8 para 106,3 pontos - menor patamar desde março de 2010, quando registrou 105,9 pontos.

Ainda segundo a FGV, o ICC subiu 2,1% em abril deste ano na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em março de 2011, o indicador avançou de forma mais intensa nesta base de comparação, com alta de 7,6% em relação a um ano antes. O levantamento divulgado hoje abrange uma amostra de mais de 2 mil domicílios, em sete capitais. As entrevistas foram realizadas entre os dias 1º e 20 de abril.

Consumidor está menos otimista

A avaliação sobre a situação econômica local derrubou o ICC de abril. Segundo a FGV, em um universo de mais de 2 mil domicílios entrevistados entre os dias 1º e 20 de abril, a fatia dos entrevistados que avaliam a situação atual em sua cidade como boa diminuiu de 34,7% para 29,2%, no período. Na mesma base de comparação, aumentou de 17,3% para 21,2% o porcentual de pesquisados que julgam ruim o cenário econômico atual em sua cidade.

A FGV informou ainda que, em relação ao futuro, os consumidores também estão menos otimistas quanto as suas finanças domésticas. De março para abril, a parcela de consumidores que preveem melhora da situação financeira familiar diminuiu de 37,2% para 35,6%. Já a fatia dos entrevistados que esperam piora nas finanças domésticas elevou-se de 5,2% para 5,3%.

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