Confiança do Consumidor sobe 0,6% em maio

FGV informou que as avaliações sobre o momento continuaram melhorando, mas as expectativas em relação aos próximos meses tornaram-se 'um pouco menos favoráveis'

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

25 de maio de 2010 | 08h21

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 0,6% em maio contra abril, na série com ajuste sazonal.  A informação foi anunciada há pouco pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que também revisou para cima a taxa do ICC de abril, de 3,5% para 3,6%. Com o resultado, o desempenho do indicador, que é calculado com base em uma escala de pontuação entre 0 e 200 pontos (sendo que, quando mais próximo de 200, maior o nível de confiança do consumidor), foi de 115,4 pontos para 116,1 pontos, de abril para maio.

Em seu comunicado, a fundação informou que, em maio, as avaliações sobre o momento continuaram melhorando, mas as expectativas em relação aos próximos meses tornaram-se "um pouco menos favoráveis". O ICC é dividido em dois indicadores: o Índice de Situação Atual (ISA), que subiu 2,3% este mês após subir 2,9% em abril; e o Índice de Expectativas (IE), que mostrou queda de 0,4% em maio após apresentar taxa positiva de 4% em abril.

Ainda segundo a fundação, o ICC subiu 12,9% em maio deste ano, na comparação com igual mês em 2009. No mês passado, o indicador  nesta comparação avançou de forma mais intensa, com alta de 15,8% ante abril de 2009.

O levantamento abrange amostra de mais de 2.000 domicílios, em sete capitais, com entrevistas entre os dias 3 e 20 de maio deste ano. 

Expectativas

A piora nas previsões para a economia nos próximos meses influenciou o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de maio. De acordo com a FGV, a fatia dos consumidores entrevistados para cálculo do ICC que apostam em piora na situação da economia local, no futuro, aumentou de 9,2% para 12,2%, de abril para maio. A participação de entrevistados que prevêem melhora também subiu, mas de forma menos intensa: de 26,9% para 27,4% no mesmo período.

A FGV informou ainda que, nas previsões para os próximos meses, nem todos os resultados foram negativos. A fatia de consumidores entrevistados que apostam em melhora na situação financeira familiar no futuro saltou de 31,0% para 33,2%, de abril para maio.

Nas perguntas relacionadas ao presente, a fundação informou que, pelo segundo mês consecutivo, a avaliação sobre o momento atual atingiu o melhor nível da série histórica, iniciada em setembro de 2005. Ainda segundo a FGV, o tópico que mede a satisfação dos consumidores com a situação econômica atual continua a apresentar sinais positivos.

A participação de consumidores que avaliam como bom o cenário econômico atual aumentou de 20,3% para 22,2%, de abril para maio. Já a parcela dos que o consideram ruim caiu de 28,7% para 28,0%. Foi o melhor resultado da série histórica para esta pergunta, de acordo com a fundação.

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