Confiança em bancos e dados de emprego levantam bolsas nos EUA

As bolsas de valores dos Estados Unidos fecharam em alta nesta sexta-feira, com o índice Nasdaq marcando sua mais longa sequência de semanas com saldo positivo para as ações em uma década.

ELLIS MNYANDU, REUTERS

08 de maio de 2009 | 18h21

Resultados dos testes de estresse e dados de emprego tranquilizadores alimentaram esperanças de que o pior já passou para bancos e economia.

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, avançou 1,96 por cento, para 8.574 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq subiu 1,33 por cento, para 1.739 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve valorização de 2,41 por cento, para 929 pontos.

As ações financeiras lideraram o rali novamente, um dia depois que os reguladores disseram que a maior parte dos bancos norte-americanos está mais saudável que o imaginado. O índice do setor bancário KBW disparou 12,1 por cento.

Os papéis do JPMorgan Chase, segundo maior banco dos Estados Unidos, saltaram 10,5 por cento, a 38,94 dólares, maior ganho percentual do índice Dow Jones. Uma alta de 3,4 por cento nos preços do petróleo, fazendo o barril fechar acima de 58 dólares o barril, impulsionou as ações de companhias do setor de energia, encabeçadas pela Chevron, que avançaram 3,5 por cento, para 70,38 dólares.

A divulgação dos resultados dos testes de estresse "deu às pessoas um pouco de confiança de que o governo pode ajudar a solver parte da crise financeira", disse Richard Sparks, analista sênior de ações e operador de opções na Schaeffer's Investment Research em Cincinnati.

"Há uma impressão de que o governo tem na verdade um plano lógico... mesmo se as coisas ficarem piores, essas companhias serão capazes de sobreviver. Isso ajuda a sustentar confiança na administração", acrescentou.

Na semana, o Dow Jones subiu 4,4 por cento e o S&P 500 ganhou 5,9 por cento, enquanto o Nasdaq avançou 1,2 por cento.

O índice Nasdaq registrou sua nona semana de ganhos, mais longo período desde o rali de 11 semanas em dezembro de 1999. Já o S&P 500, desde que atingiu as mínimas de fechamento em 12 anos em março, avançou 37,4 por cento, mas ainda está desvalorizado em 40 por cento em comparação ao patamar recorde alcançado em outubro de 2007.

As ações do Wells Fargo saltaram 13,8 por cento, a 28,18 dólares; as do Bank of America --maior banco dos EUA-- ganharam 4,9 por cento, valendo 14,17 dólares, enquanto os papéis do Citigroup avançaram 5,5 por cento, para 4,02 dólares.

Os reguladores dos Estados Unidos disseram aos maiores bancos do país na quinta-feira após o fechamento dos mercados que as instituições têm de levantar 74,6 bilhões de dólares para construir um colchão de capital que as autoridades esperam restaurar a fé nas companhias financeiras e definir um caminho para sair da mais profunda recessão em décadas.

(Reportagem adicional de Chuck Mikolajczak)

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